Paciente, sexo masculino, 60 anos, com história de tabagismo...

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Q3080060 Medicina
Paciente, sexo masculino, 60 anos, com história de tabagismo de longa data e diabetes mellitus tipo 2 mal controlado, apresenta-se com uma úlcera dolorosa no pé direito. Relata que a lesão começou como uma área de pele friável e pálida que progrediu para uma úlcera profunda com bordas necróticas e fundo seco. O paciente refere dor intensa no pé afetado, especialmente durante o repouso; nota que a ferida não cicatriza há vários meses, apesar do tratamento com curativos específicos. Quais as principais diferenças no diagnóstico clínico entre úlceras vasculares arteriais e úlceras por leishmaniose cutânea? 
Alternativas

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Tema central: Esta questão aborda o diagnóstico diferencial entre úlceras arteriais e úlceras por leishmaniose cutânea – um ponto fundamental em provas de medicina, pois exige correlação entre clínica, fisiopatologia e diretrizes.

Justificativa da alternativa correta – Alternativa B:
A alternativa B está correta ao afirmar que úlceras arteriais possuem bordas irregulares e fundo necrótico, enquanto as úlceras por leishmaniose apresentam bordas bem delimitadas, elevadas e fundo granuloso.
Segundo as Diretrizes da Organização Pan-Americana de Saúde para Leishmaniose (2022): “As lesões... são caracterizadas por bordas elevadas e fundo granuloso”. Já úlceras arteriais surgem em pacientes com diabetes, tabagismo e insuficiência vascular, sendo dolorosas, principalmente em repouso, e exibindo necrose por hipoperfusão (UpToDate; Harrison’s).

Análise das alternativas incorretas:

A) Errada. Desbridamento cirúrgico não é a conduta primária da úlcera por leishmaniose, sendo o tratamento específico com antimonial (Glucantime) indicado. Úlceras arteriais requerem otimização vascular, não apenas curativo.

C) Parcialmente correta. Úlceras arteriais, de fato, cursam com ausência de pulso distal, porém o edema não é típico; o que predomina é pele fria e atrófica. O quadro sugerido é de insuficiência vascular, não edema franco.

D) Parcialmente correta. Embora úlceras arteriais sejam comuns em diabéticos/tabagistas e a leishmaniose predomine em áreas endêmicas, a alternativa não aborda as características morfológicas das lesões, o foco central da questão.

Dica de interpretação: Foque sempre nas características morfológicas das lesões e nos fatores de risco do paciente descrito no enunciado. Atenção especial a termos como “bordas irregulares”, “necrótico”, “granuloso” e fatores epidemiológicos (diabetes, tabagismo, área endêmica).

Resumo prático: Úlceras arteriais = bordas irregulares, fundo necrótico, intensa dor em repouso, ausência de pulso; úlceras de leishmaniose = bordas elevadas, bem delimitadas, fundo granuloso.
Segundo protocolos do Ministério da Saúde, o tratamento e diagnóstico diferem radicalmente, sendo a morfologia da lesão essencial para suspeita etiológica.

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