Um servidor público da Câmara Municipal de Delta, valendo-se...
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Gabarito comentado
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: O art. 9º, XII, prevê: "XII - usar, em proveito próprio, bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1° desta lei." O caput do art. 9º dispõe: "Art. 9º Constitui ato de improbidade administrativa importando em enriquecimento ilícito auferir, mediante a prática de ato doloso, qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, de mandato, de função, de emprego ou de atividade nas entidades referidas no art. 1º desta Lei, e notadamente:" Como o servidor utiliza veículos e equipamentos públicos em benefício próprio, a alternativa A está correta, sem necessidade de incorporação definitiva dos bens.
- No art. 9º, XII, distinga uso de incorporação: a fruição do bem pode gerar vantagem patrimonial indevida sem transferência de propriedade.
- Verifique dolo e vantagem patrimonial indevida; a simples ausência de autorização não basta para caracterizar improbidade.
- Não exija dano efetivo ao erário como requisito geral do enriquecimento ilícito: diferencie os arts. 9º e 10.
- Receber vantagem econômica para omitir ato de ofício tem enquadramento expresso no art. 9º, X.
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Lei 8429
Art. 9º. IV - utilizar, em obra ou serviço particular, qualquer bem móvel, de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades referidas no art. 1º desta Lei, bem como o trabalho de servidores, de empregados ou de terceiros contratados por essas entidades;
Art. 9º. XII - usar, em proveito próprio, bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1° desta lei.
A alternativa correta é a A.
O caso se enquadra no art. 9º, IV, da Lei nº 8.429/1992 (LIA), com a redação dada pela Lei nº 14.230/2021. Esse dispositivo considera ato de improbidade que importa enriquecimento ilícito utilizar, em proveito próprio, bens integrantes do acervo patrimonial das entidades públicas.
O ponto-chave é que não é necessária a incorporação definitiva do bem ao patrimônio do agente. O simples uso particular e indevido de veículos ou equipamentos públicos, com finalidade de obter benefício próprio, pode caracterizar enriquecimento ilícito, desde que presentes os requisitos legais, especialmente o dolo.
- A — Correta. O uso de bens públicos em proveito próprio pode configurar enriquecimento ilícito, ainda que o agente não se aproprie definitivamente do bem.
- B — Errada. A transferência definitiva não é exigida. O uso do bem em proveito próprio já pode ser suficiente.
- C — Errada. A utilização particular de bens públicos pode ter, sim, repercussão na LIA.
- D — Errada. Prejuízo efetivo ao erário é característica relacionada ao dano ao erário (art. 10), não requisito necessário para o enriquecimento ilícito do art. 9º.
- E — Errada. A percepção de vantagem econômica para omitir ato de ofício está prevista no art. 9º, X, também como ato que importa enriquecimento ilícito — portanto, a alternativa erra ao classificá-lo como ato contra os princípios.
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