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Q3947929 Medicina
Durante uma reunião multidisciplinar, uma residente pergunta ao oncologista por que tumores com mutação em TP53 apresentam elevada instabilidade genômica. Com base nos mecanismos moleculares envolvidos na manutenção da integridade genômica, assinale a alternativa que apresenta corretamente o papel de TP53 nesse processo. 
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério que resolve a questão é a função canônica de TP53 na resposta ao dano ao DNA: diante da instabilidade genômica em tumores com mutação em TP53, p53 atua como fator de transcrição que controla checkpoints do ciclo celular, sobretudo via p21, para permitir reparo; se o dano for irreparável, induz senescência ou apoptose. A perda dessa função favorece o acúmulo de mutações e define a alternativa B.

Tema central: Função do TP53
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque atribui ao TP53 o estímulo direto da recombinação homóloga como função principal, o que não corresponde ao mecanismo central cobrado. A manutenção da estabilidade genômica por p53 ocorre principalmente por controle de checkpoints, suporte ao reparo ao interromper o ciclo e indução de morte celular quando necessário. A recombinação homóloga depende sobretudo de proteínas de reparo específicas, e a base cita BRCA1/2 e RAD51 como exemplos de vias relacionadas, não TP53 como estimulador fisiológico direto.
B
Certa
A alternativa B está correta porque descreve o papel central de p53 como supressora tumoral na vigilância genômica. Quando há dano ao DNA, p53 é ativada como fator de transcrição e induz parada do ciclo celular, sobretudo por p21, impedindo a progressão de células com genoma lesado. Essa pausa favorece o reparo do DNA; se o dano ultrapassa a capacidade de correção, p53 aciona senescência ou apoptose, evitando a expansão clonal de células geneticamente instáveis. É esse eixo checkpoint–reparo–apoptose que explica por que a mutação em TP53 se associa a elevada instabilidade genômica.
C
Errada
Está errada porque aumento global da metilação do DNA em promotores não é a função fundamental de TP53 na integridade genômica. Alterações epigenéticas podem ocorrer no câncer, mas a base é explícita ao dizer que isso não constitui a função primária de p53 para explicar instabilidade genômica. O mecanismo decisivo aqui é resposta ao dano ao DNA com parada do ciclo, reparo, senescência e apoptose.
D
Errada
Está errada porque, embora p53 possa interagir com reguladores transcricionais e de cromatina, essa formulação descreve uma função acessória e inespecífica para o contexto perguntado. A questão pede o papel de TP53 na manutenção da integridade genômica, e a base define que a descrição correta e decisiva é o controle de checkpoints do ciclo celular com indução de reparo ou apoptose. Portanto, a alternativa falha por não trazer o mecanismo central que explica a instabilidade genômica na perda de TP53.
E
Errada
Está errada por incompatibilidade fisiopatológica. TP53 não tem como papel central ativar vias de metástase na manutenção da integridade genômica, e a afirmação de redução da instabilidade cromossômica contradiz diretamente a base: a perda de TP53 favorece proliferação de células com dano no DNA, acúmulo de mutações, aneuploidia e instabilidade cromossômica. Portanto, além de deslocar o foco para progressão tumoral, a alternativa inverte o efeito biológico de TP53.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre a função clássica de TP53 como guardião do genoma e funções de outros eixos, como recombinação homóloga ou mecanismos epigenéticos. A alternativa D é a parcial verdade enganosa: pode soar plausível, mas não expressa o mecanismo principal que explica a instabilidade genômica.
Dica para questões semelhantes
  • Se a pergunta relacionar TP53 à integridade genômica, procure a alternativa com checkpoint do ciclo celular, p21, reparo do DNA, senescência ou apoptose.
  • Não confunda TP53 com genes de reparo por recombinação homóloga; se a alternativa enfatiza esse mecanismo como função principal, tende a estar errada.
  • Em biologia tumoral, diferencie função canônica de achados secundários: para p53, o núcleo da resposta é decidir entre parar o ciclo, reparar ou eliminar a célula danificada.

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O gene TP53 é um supressor de tumor que produz a proteína p53 para reparar danos no DNA, controlar o ciclo celular e induzir a morte celular (apoptose) em células danificadas. Mutações no TP53 inativam essa proteção, levando a tumores agressivos e resistência à quimioterapia. 

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