Mais de 12 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência,
segundo o IBGE. A construção de um ambiente educacional
para todos é um compromisso que o Brasil assumiu há décadas,
embora ainda existam os que os inferiorizam negando-lhes
um futuro.
Se há os que acreditam que algumas pessoas, por conta de
suas características, não são capazes de acessar a educação
básica e, muito menos, o ensino superior, é porque ainda
persiste um entendimento de mundo que inferioriza sujeitos
pela deficiência ou outros atributos. Com essa compreensão
limitada, passam a achar que a sociedade pode ser dividida
entre os que podem ou não aprender; os que merecem ou não
a nossa aposta.
Vale lembrar que as conquistas legais no campo dos direitos
das pessoas com deficiência apoiaram a progressão desses
jovens no ensino superior. Porém, os números estão aquém do
total de pessoas com deficiência e na proporção com os demais
estudantes, indicativo de que muitos ainda enfrentam baixas
expectativas sobre suas trajetórias de vida e escolar. Felizmente,
a maior parte dos brasileiros reconhece que não há caminho
fora da inclusão: 86% acreditam que as escolas se tornam
melhores ao incluir crianças com deficiência, mostra pesquisa
do Datafolha de 2019 encomendada pelo Instituto Alana.
Em relação aos articuladores textuais, considere as seguintes
afirmativas:
I. O operador argumentativo “embora”, no primeiro parágrafo,
introduz uma contraposição à ideia que o antecede.
II. Há uma relação de condição-inferência no primeiro período do
segundo parágrafo.
III. A expressão referencial “essa”, no segundo parágrafo, retoma o
termo “deficiência”.
IV. O conector “porém”, no último parágrafo, acrescenta uma
possível comprovação da asserção anterior.
Estão corretas apenas as afirmativas
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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