No exercício das atribuições de avaliação e acompanhamento t...

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Q4233695 Direito Sanitário
No exercício das atribuições de avaliação e acompanhamento técnico da saúde integral das pessoas privadas de liberdade, o profissional de Educação Física desempenha um papel estratégico na vigilância epidemiológica, especialmente durante a condução de atividades físicas coletivas. Com base nas diretrizes da Portaria Interministerial nº 1/2014 (PNAISP) e nos protocolos de saúde pública para ambientes de confinamento, assinale a alternativa que apresenta uma ação correta. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Portaria Interministerial MS/MJ nº 1, de 2 de janeiro de 2014, art. 6º, I e II, c/c Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, 2ª ed. atualizada, Ministério da Saúde, 2019: "Art. 6º São objetivos específicos da PNAISP: I - promover o acesso das pessoas privadas de liberdade à Rede de Atenção à Saúde, visando ao cuidado integral; II - garantir a autonomia dos profissionais de saúde para a realização do cuidado integral das pessoas privadas de liberdade; (...) População privada de liberdade: apresenta alto risco de adoecimento por TB. A Busca Ativa de sintomático respiratório deve ser realizada, idealmente, 2 vezes ao ano, com o objetivo de identificar precocemente os doentes."

Tema central: Busca ativa de tuberculose
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque condiciona a notificação compulsória à análise prévia do setor de segurança e disciplina. A base é expressa em que a notificação deve ser dirigida à autoridade sanitária, tem caráter sigiloso e não depende de triagem extrassanitária. Além disso, a PNAISP garante autonomia técnica aos profissionais de saúde, incompatível com submissão prévia do ato sanitário ao setor disciplinar.
B
Errada
Está errada porque formula proibição absoluta de qualquer exercício físico ao ar livre como consequência necessária do isolamento sanitário em doenças de transmissão aérea. A base afirma que não há suporte normativo específico para essa suspensão rigorosa e geral; as medidas oficiais de controle enfatizam controle de infecção respiratória, não uma vedação absoluta e automática de toda atividade ao ar livre. A eliminação é segura pelo excesso da assertiva.
C
Errada
Está errada porque restringe testes rápidos para HIV e sífilis apenas a detentos com sintomas clínicos evidentes. A base indica que isso contraria a lógica de diagnóstico precoce e rastreamento ampliado das políticas oficiais de IST, inclusive porque tais infecções podem ser assintomáticas. Portanto, o critério jurídico-técnico não é testagem exclusiva de sintomáticos.
D
Certa
A alternativa D é compatível com a PNAISP e com as diretrizes oficiais de controle da tuberculose. A política assegura acesso ao cuidado integral e autonomia técnica aos profissionais de saúde no sistema prisional, e o manual do Ministério da Saúde aponta a população privada de liberdade como grupo de alto risco para TB, determinando a busca ativa de sintomáticos respiratórios para diagnóstico precoce. Assim, a identificação de tosse persistente por três semanas ou mais exige a articulação com a equipe de saúde para investigação diagnóstica de tuberculose.
E
Errada
Está errada porque admite omissão da busca e notificação de parceiros sexuais externos com base apenas na preocupação do detento com repercussões familiares e sociais. A base informa que o manejo de IST inclui abordagem das parcerias sexuais para tratamento e interrupção da cadeia de transmissão, sem exceção geral fundada em receio subjetivo do paciente.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre autonomia técnica da equipe de saúde e interferência de setores não sanitários, além de testar se o candidato sabe que a população privada de liberdade é grupo de alto risco para tuberculose e exige busca ativa de sintomáticos respiratórios.
Dica para questões semelhantes
  • Em saúde prisional, verifique se a alternativa respeita a autonomia técnica da equipe de saúde prevista na PNAISP.
  • Para tuberculose em pessoas privadas de liberdade, trate sintomas respiratórios persistentes como gatilho para busca ativa e investigação precoce.
  • Desconfie de alternativas que criem condicionamentos ao ato sanitário por setor de segurança ou disciplina.
  • Desconfie também de fórmulas absolutas sem base normativa específica, como proibições gerais ou restrições de testagem apenas a sintomáticos.

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