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Q3834160 Medicina
Em relação ao caso clínico da questão anterior, mãe da criança relata que, mesmo realizando em casa, de forma rigorosa, as condutas e orientações fornecidas na Emergência, refere que as lesões de pele sempre retornam no final da tarde ou início da noite e, portanto, estão interferindo na qualidade do sono da criança. Qual a conduta terapêutica mais adequada a ser adotada, se o menor continuar após 15 dias com os mesmos sintomas de forma intensa, levando em consideração que a criança está em uso do tratamento farmacológico mais adequado desde o início dos sintomas (placas vermelhas e pruriginosas)? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Em criança com urticária/placas pruriginosas persistentes e sem controle adequado após uso correto do anti-histamínico H1 de segunda geração em dose habitual por 15 dias, a diretriz EAACI/GA²LEN/EuroGuiDerm/APAAACI recomenda como próximo passo aumentar gradualmente a dose do mesmo anti-histamínico até 4 vezes a dose padrão; por isso, a alternativa A é a correta e as opções que propõem troca, associação empírica de outro anti-histamínico, corticoide sistêmico ou omalizumabe estão fora da sequência terapêutica recomendada.

Tema central: Escalonamento terapêutico da urticária
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A reproduz a etapa terapêutica recomendada para urticária persistente/intensa sem controle com dose padrão de anti-histamínico H1 de segunda geração. O fundamento específico é diretriz: antes de trocar a medicação, combinar anti-histamínicos da mesma classe ou escalar para biológico, deve-se fazer updosing progressivo até 4 vezes a dose habitual. O detalhe operacional de dividir em duas tomadas não é o núcleo decisivo; o ponto correto é o aumento gradual até 4x.
B
Errada
Está errada porque propõe trocar para levocetirizina em dose habitual e depois combinar com a medicação inicial, quando a diretriz prefere aumentar a dose do anti-histamínico H1 de segunda geração já em uso até 4x antes de misturar diferentes anti-histamínicos de segunda geração. Além disso, não há base para considerar que simples troca para outro fármaco da mesma classe em dose habitual seja superior ao updosing no cenário descrito.
C
Errada
Está errada por dois motivos médicos concretos: trocar para ebastina em dose habitual não enfrenta adequadamente a falha da dose padrão, e associar prednisolona 2 mg/kg/dia como estratégia proposta para manutenção é inadequado nesse contexto. Corticoide sistêmico não é o próximo passo rotineiro na urticária persistente em criança antes da otimização do anti-histamínico não sedante, além de expor a maior risco de efeitos adversos sem seguir o algoritmo recomendado.
D
Errada
Está errada porque associa levocetirizina ao tratamento em uso, configurando combinação de anti-histamínicos H1 de segunda geração. O critério que exclui essa alternativa é que a diretriz recomenda preferir o aumento de dose do anti-histamínico de segunda geração até 4x, e não a combinação empírica de dois fármacos da mesma classe, como segunda linha.
E
Errada
Está errada porque antecipa indevidamente o omalizumabe. Pela base, o omalizumabe é terapia de etapa posterior para urticária crônica espontânea refratária após falha do anti-histamínico H1 de segunda geração em dose aumentada, e o uso pediátrico ainda tem recorte etário. Portanto, não há indicação formal imediata nesse cenário, ainda mais sem tentativa prévia de updosing. A troca simultânea para ebastina em dose habitual também não substitui a etapa obrigatória de aumento de dose.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre falta de controle com dose habitual e necessidade de trocar ou associar medicamentos imediatamente; o passo correto, pelas diretrizes, é primeiro otimizar o anti-histamínico H1 de segunda geração até 4x.
Dica para questões semelhantes
  • Em urticária persistente com anti-histamínico H1 de segunda geração em dose padrão, pense primeiro em updosing até 4x.
  • Não trate combinação de dois anti-histamínicos de segunda geração como etapa preferencial se ainda não houve aumento de dose do esquema de base.
  • Reserve omalizumabe para refratariedade após falha do anti-histamínico em dose aumentada e observe o recorte etário quando isso fizer parte da base.
  • Corticoide sistêmico não é estratégia rotineira de manutenção para urticária persistente infantil.

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