Um paciente de 42 anos com asma grave de início na idade ad...
Um paciente de 42 anos com asma grave de início na idade adulta (aos 35 anos), sem polipose nasal ou alergia perene comprovada, apresenta controle inadequado apesar de glicocorticoide inalatório em alta dose associado a beta-agonista de ação prolongada e antagonista muscarínico de ação prolongada (passo 5 GINA). Os biomarcadores incluem contagem de eosinófilos no sangue periférico (BEC) de 220 células/µL, fração de óxido nítrico exalado (FeNO) de 35 ppb e IgE total de 120 UI/mL. Não há histórico de aspergilose broncopulmonar alérgica ou granulomatose eosinofílica com poliangeíte. Considerando os critérios para seleção de biológicos em asma grave não dependente de glicocorticoides orais crônicos, integrando fenótipos inflamatórios tipo 2, evidências de eficácia em subpopulações eosinofílicas e preferências por autoadministração, qual é o biológico inicial mais apropriado?
Gabarito comentado
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Gabarito: C
Fundamento decisivo: Pelo GINA 2026, dupilumabe é opção em asma grave tipo 2 quando eosinófilos sanguíneos ≥150/µL e/ou FeNO ≥25 ppb; o paciente tem BEC 220/µL e FeNO 35 ppb, não depende de corticoide oral crônico e não há alergia perene comprovada para sustentar anti-IgE, o que torna o anti-IL4Rα a melhor escolha inicial entre as alternativas.
- Na asma grave, não escolha biológico por um único marcador isolado; integre eosinófilos, FeNO e fenótipo clínico.
- Para anti-IgE, faixa de IgE não basta: é preciso asma alérgica com sensibilização relevante/documentada.
- Se houver eosinófilos ≥150/µL e FeNO ≥25 ppb, pense em elegibilidade para dupilumabe, especialmente quando o FeNO estiver elevado.
- Elegibilidade para vários biológicos não significa que todos sejam a melhor escolha inicial no caso descrito.
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