Lactente encontra-se internado em UTI pediátrica por insufic...

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Q3834157 Medicina
Lactente encontra-se internado em UTI pediátrica por insuficiência respiratória secundária a uma bronquiolite viral aguda. Necessitou de 5 dias de ventilação mecânica. No sexto dia de internamento, apresentou picos febris, sendo, então, colhido rastreio infeccioso. Em menos de 48 horas, foi identificado o crescimento de Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) em hemocultura de sangue periférico. Menor mantém-se com febre persistente há 5 dias.
Qual é a melhor opção terapêutica, entre as citadas abaixo, para cobertura do agente isolado nessa hemocultura? 
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: Hemocultura periférica com MRSA em lactente de UTI com febre persistente indica infecção invasiva que exige cobertura sistêmica anti-MRSA; entre as alternativas, apenas a ceftarolina mantém atividade contra esse agente.

Tema central: Cobertura de MRSA
Análise das alternativas
A
Errada
Clindamicina pode ter atividade contra alguns MRSA, mas isso não basta neste caso. Trata-se de bacteremia por S. aureus em lactente grave, cenário em que a droga não é a melhor opção por depender de sensibilidade confirmada, inclusive quanto à possibilidade de resistência induzível, além de ter menor robustez para infecção hematogênica invasiva.
B
Errada
Ceftazidima não cobre adequadamente MRSA; seu espectro é predominantemente voltado para gram-negativos, inclusive Pseudomonas.
C
Errada
Ampicilina + sulbactam não trata MRSA porque a resistência do agente não é revertida apenas pela inibição de beta-lactamase.
D
Errada
Polimixina B é inadequada porque seu alvo principal são bacilos gram-negativos multirresistentes. Não é antibiótico com atividade útil contra cocos gram-positivos como S. aureus, então seu espectro não corresponde ao microrganismo isolado na hemocultura.
E
Certa
A ceftarolina é a alternativa correta porque, entre as opções listadas, é a única com atividade comprovada contra MRSA. Ela é exceção entre as cefalosporinas por manter ligação à PBP2a, mecanismo central da resistência à meticilina. Em uma hemocultura periférica positiva para S. aureus em paciente crítico com febre persistente, é necessário um antibiótico com cobertura sistêmica confiável para infecção invasiva, e essa exigência é atendida pela ceftarolina entre as alternativas fornecidas.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: achar que clindamicina serve por lembrar MRSA de pele, ignorando que aqui há bacteremia em paciente crítico, e esquecer que ceftarolina é exceção entre as cefalosporinas por ter ação contra MRSA.
Dica para questões semelhantes
  • S. aureus em hemocultura periférica deve ser tratado como patógeno verdadeiro até prova em contrário, especialmente com febre persistente e contexto de UTI.
  • Em MRSA, pense no mecanismo mecA/PBP2a: beta-lactâmicos usuais e associações com inibidor de beta-lactamase não resolvem esse tipo de resistência.
  • Não transfira o raciocínio de infecção cutânea para bacteremia: atividade eventual contra MRSA não equivale a melhor opção para infecção invasiva.
  • Entre cefalosporinas, não generalize: ceftarolina é exceção relevante por manter atividade anti-MRSA.

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