O período pós-parto é um momento oportuno para o aconselham...
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Comentário da Questão – Métodos Contraceptivos no Período Pós-parto
Tema central: O tema principal envolve o aconselhamento contraceptivo no puerpério: momento estratégico para orientar a escolha, eficácia, segurança e possíveis efeitos adversos dos métodos disponíveis, sempre respeitando os desejos e necessidades da mulher.
Justificativa da alternativa correta (B):
Os métodos à base de progestágenos (minipílula, implante subdérmico, injetáveis e DIU hormonal) são amplamente recomendados no pós-parto, sobretudo para mulheres que amamentam, pois não interferem na produção de leite.
Contudo, conforme o Manual Técnico de Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva do Ministério da Saúde (p. 109): “Podem provocar sangramento uterino irregular, amenorreia e, eventualmente, ganho de peso.” Isso se deve à ação do progestágeno no endométrio e no eixo hormonal. Esses efeitos colaterais são conhecidos na prática clínica e devem ser informados à paciente durante o aconselhamento.
Portanto, a alternativa B está correta.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. A legislação brasileira (Lei nº 9.263/96, art. 10) exige: idade mínima de 25 anos e pelo menos dois filhos vivos, não apenas um. Além disso, há exigências específicas sobre o momento da esterilização pós-parto, com prazos e consentimentos rigorosos.
C) Incorreta. Contraceptivos contendo estrogênios não devem ser usados logo após o parto, especialmente em mulheres que amamentam, pois podem diminuir o volume do leite e aumentar o risco de tromboembolismo materno. Segundo a OMS e o Ministério da Saúde (p. 111): “O uso de métodos combinados deve ser adiado até pelo menos 6 semanas para mulheres em aleitamento...”
D) Incorreta. Pegadinha clássica! O Método de Lactação e Amenorreia (MELA) só é eficaz se não houver menstruação (amenorreia), o bebê tiver menos de 6 meses e a amamentação for exclusiva em livre demanda. Menstruação marca o retorno da ovulação, tornando o método ineficaz.
Estratégia para a prova: O examinador pode explorar detalhes legais, critérios pouco lembrados (como número de filhos vivos) ou limitações fisiológicas de determinados métodos. Fique atento a usos absolutos como “sempre”, “logo” ou “independentemente”, que costumam sinalizar erros ou pegadinhas.
Fontes: Ministério da Saúde – Saúde Sexual e Reprodutiva; OMS – Family Planning; Lei nº 9.263/96; UpToDate.
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