O cateter JJ está indicado quando uma drenagem do fluxo uri...

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Q4070064 Medicina
O cateter JJ está indicado quando uma drenagem do fluxo urinário é requerida por um tempo mais prolongado, e a sua inserção pode ser anterógrada ou retrógrada, sendo a via retrógrada a mais comumente utilizada. Entretanto, em pacientes com neoplasias de bexiga, próstata ou uterina, a via retrógrada pode ser difícil ou até mesmo impossível e, nesses casos, indica-se nefrostomia e inserção de JJ via anterógrada. Com base no exposto, assinale a alternativa que apresenta uma contraindicação à inserção do cateter JJ.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O cateter JJ promove drenagem interna do sistema pielocalicial para a bexiga e pode tutorar obstruções ou lesões ureterais; assim, o critério decisivo é que o problema esteja no ureter ou no trato urinário superior. Na fístula vesical, o defeito é da própria bexiga, que é o reservatório distal do stent, de modo que o JJ não corrige o mecanismo do extravasamento e essa é a alternativa esperada pela questão.

Tema central: Cateter JJ
Análise das alternativas
A
Certa
A fístula vesical é patologia da bexiga, e o cateter JJ depende da bexiga como destino distal da drenagem. Por isso, ele não resolve a comunicação anômala cuja origem está na própria bexiga. O fundamento médico específico é que o JJ é dispositivo de drenagem interna do trato urinário superior e do ureter, útil para contornar obstruções ureterais e tutorar lesões ureterais, mas não para tratar fístula cujo defeito anatômico está na bexiga.
B
Errada
Fístula ureteral não contraindica JJ; ao contrário, pode ser indicação. O stent deriva a urina internamente para a bexiga, reduz o extravasamento pelo ureter e favorece a cicatrização da lesão ureteral. A banca explora a diferença entre fístula ureteral e fístula vesical.
C
Errada
Coagulopatia corrigida não configura contraindicação atual. O problema médico relevante é coagulopatia ativa ou não corrigida, sobretudo se houver necessidade de acesso anterógrado. Uma vez corrigido o distúrbio hemostático, essa alternativa não exclui o procedimento.
D
Errada
Estenose de junção ureteropélvica é condição obstrutiva do trato urinário superior, segmento em que o JJ pode atuar como drenagem temporária ou tutorização, inclusive em contexto perioperatório. Portanto, não é contraindicação ao stent por si só.
E
Errada
Megaureter primário não é contraindicação intrínseca ao JJ. Trata-se de anomalia ureteral em que, em cenários selecionados, pode haver utilidade de drenagem ou tutorização temporária. Alteração congênita do ureter não equivale, por definição, a impossibilidade ou proibição do uso do stent.
Pegadinha da questão
A banca troca fístula ureteral por fístula vesical para induzir a ideia de que toda fístula urinária se beneficia de JJ. O critério que desfaz a confusão é localizar onde está o defeito: no ureter, o stent pode ajudar; na bexiga, ele drena para o próprio órgão doente e não corrige o problema.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro localize o segmento que o JJ realmente trata: trato urinário superior e ureter, com drenagem até a bexiga.
  • Se o defeito está no ureter, pense em benefício potencial do stent; se está na bexiga, o JJ não resolve o mecanismo da lesão.
  • Diferencie contraindicação verdadeira de dificuldade técnica e de situação em que a solução definitiva é outra, mas o JJ ainda pode ter uso temporário.
  • Em alternativas com coagulopatia, o ponto decisivo é o estado hemostático no momento do procedimento: corrigida não vale como contraindicação.

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