A determinação da placentação nas gestações gemelares é de e...
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda gestação gemelar e os sinais ultrassonográficos que determinam a corionicidade e amnionicidade, aspectos fundamentais para condução e prognóstico dessas gestações. Entender e saber diferenciar o sinal do "lambda" e o sinal do "T" é indispensável ao ultrassonografista, dado o impacto direto no risco de complicações e na escolha do seguimento pré-natal.
Justificativa da alternativa correta (E):
A alternativa E está correta. O sinal do "T" significa que as membranas amnióticas encontram-se em inserção reta, perpendicular à placenta, sem tecido coriônico interposto. Isso identifica gestações monocoriônicas diamnióticas — geralmente monozigóticas. Segundo o Protocolo Clínico da UFPB: “na gravidez MCDA há apenas duas camadas amnióticas finas formando o ‘sinal do T’”. O correto reconhecimento desse sinal é essencial para diferenciar de gestações de maior risco, como as monocoriônicas, pois é nestas que ocorre a síndrome de transfusão feto-fetal.
Análise das alternativas incorretas:
A. Incorreta. O sinal do “lambda” está relacionado a gestações dicoriônicas diamnióticas, com projeção triangular de tecido coriônico entre os sacos, e não a monozigótica/monocoriônica.
B. Incorreta. A precisão da avaliação da corionicidade pelo ultrassom é maior no primeiro trimestre (11 a 13+6 semanas). Após essa fase, sinais como “lambda” e “T” podem desaparecer, tornando a avaliação menos sensível e específica.
C. Incorreta. Gestação dicoriônica diamniótica tem menor risco de complicações. A síndrome de transfusão feto-fetal ocorre exclusivamente em gestações monocoriônicas (MCDA ou MCMA), devido à comunicação vascular na placenta única.
D. Incorreta. Gestações MCDA apresentam no USG o sinal do “T” (membranas inseridas perpendicularmente), e não um triângulo ecogênico na base, que é típico do “lambda”.
Dicas e estratégias:
• Sinal do “lambda” = Dicoriônica (dois placentas ou massas placentárias), formato triangular.
• Sinal do “T” = Monocoriônica Diamniótica.
• Sempre que possível, defina corionicidade até 14 semanas. Atenção a termos ambíguos, pois muitos alunos confundem “monozigótica” com “monocoriônica”.
Referências: Protocolo “Diagnóstico e Conduta na Gestação Gemelar” (UFPB), UpToDate, FMUSP.
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