Sobre as interações medicamentosas em cardiologia, é FALSO o...
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Tema central: Esta questão aborda interações medicamentosas em cardiologia, um tópico fundamental para o manejo de pacientes em uso de múltiplos fármacos. Reconhecer essas interações é decisivo para evitar eventos adversos graves, especialmente em ambientes hospitalares e ambulatórios.
Alternativa Correta (FALSA) – Letra A:
Hipercalemia e hipermagnesemia predispõem à intoxicação digitálica e ao aumento dos efeitos pró-arrítmicos de antiarrítmicos que prolongam o intervalo QT.
Justificativa: O erro está em afirmar que hipermagnesemia (magnésio elevado) aumenta risco de arritmia digitálica. Pelo contrário, o magnésio é protetor: ele é utilizado no tratamento da “Torsade de Pointes” — uma arritmia associada à toxicidade digitálica e ao prolongamento do QT. Já a hipercalemia realmente pode potencializar intoxicação digitálica, mas o termo magnesemia está incorreto, tornando a alternativa falsa.
Análise das demais alternativas (verdadeiras):
B) Digoxina interage farmacocineticamente com Quinidina, Verapamil, Amiodarona e Propafenona, aumentando seus níveis séricos e risco de toxicidade. (Segundo o UpToDate, “todas essas drogas podem elevar em até duas vezes a concentração plasmática da digoxina”).
C) O uso concomitante de Clopidogrel e inibidores da bomba de prótons (IBPs) deve ser evitado, sobretudo com Omeprazol/Esmoprazol, pois prejudica a ativação do clopidogrel. Pantoprazol tem baixo potencial de interação, por isso a restrição é relativa.
(Diretrizes da SBC, 2022)
D) A associação IECA + diurético poupador de potássio aumenta risco de hipercalemia mesmo em disfunção renal leve, pois ambos reduzem excreção renal de K+.
(PCDT Hipertensão/MS, p.18)
E) Somar fármacos que prolongam o QT (amiodarona, sotalol, tiazídicos, tricíclicos, fenotiazinas) eleva o risco de arritmias graves como Torsade de Pointes. Daí a orientação expressa para evitar tal combinação.
(Goldman–Cecil, 26ª Ed., Cap. 72)
Dica de prova: Fique atento a afirmações sobre eletrólitos e arritmias: hipomagnesemia, e não hipermagnesemia, é fator de risco para arritmia. Questões podem inverter esses conceitos como pegadinha!
Resumo/Aprendizado: Entender o papel de cada eletrólito nas arritmias é fundamental. Valorize interações farmacológicas em protocolos clínicos e revise os pontos que envolvem potenciais arritmogênicos ou toxicidade digitálica.
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Hipocalemia predispõe a intoxicação digitálica por digoxina !
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