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Q1243678 Medicina
Em relação aos fenômenos tromboembólicos na Fibrilação Atrial (FA), é FALSO o que se afirma em:
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Tema central: A questão aborda a fisiopatologia e os fatores de risco para fenômenos tromboembólicos na Fibrilação Atrial (FA). O entendimento desses mecanismos é fundamental, pois a FA é uma das principais causas de acidente vascular encefálico (AVE) embólico e exige manejo rigoroso de prevenção secundária.

Análise da alternativa correta (falsa):

D) Idade acima de 70 anos e sexo masculino são fatores de risco.

Esta afirmação é falsa. A idade avançada é, realmente, um importante fator de risco para tromboembolismos na FA, reforçado tanto pelo escore CHADS2 (que considera idade >75 anos como fator de risco) quanto pelo CHA2DS2-VASc (que atribui 2 pontos para ≥75 anos e 1 ponto para 65-74 anos). Entretanto, o sexo masculino não é considerado fator de risco independente. Pelo contrário, o sexo feminino é que é reconhecido como fator de risco adicional para fenômenos tromboembólicos, conforme o CHA2DS2-VASc, que atribui 1 ponto para mulheres. Portanto, a alternativa D está incorreta por apresentar um falso conceito epidemiológico.

Análise das demais alternativas:

A) Correta. O apêndice atrial esquerdo é o local mais comum de formação de trombos na FA, e sua morfologia pode aumentar o risco de embolização sistêmica, como amplamente descrito na literatura cardiológica (Diretrizes Brasileiras de Fibrilação Atrial, SOBRAC).

B) Correta. A formação do trombo ocorre pela Tríade de Virchow: estase sanguínea (por contração atrial ineficaz), lesão endotelial (endocárdio atrial) e hipercoagulabilidade. Todos esses fatores estão presentes na FA.

C) Correta. O cérebro é o órgão mais acometido pelos êmbolos provenientes da FA, motivo pelo qual a principal complicação é o acidente vascular encefálico isquêmico (AVE).

E) Correta. Lesões endoteliais no átrio promovem microtrombos, que podem coalescer em trombos maiores, elevando o risco de embolização clínica.

Destaques de leitura e possíveis pegadinhas:
Questões de concurso frequentemente testam conhecimento sobre fatores de risco clássicos dos principais escores de estratificação. Fique atento ao uso de faixas etárias (65-74 vs. ≥75 anos) e ao sexo, já que “masculino” não agrega risco no CHA2DS2-VASc.

Resumindo: Idade avançada e sexo feminino são fatores de risco tromboembólico na FA — nunca o sexo masculino. Segundo a SOBRAC (Tabela 3 – Diretriz FA):
“Idade > 75 anos: 1 ponto”; “Sexo feminino: 1 ponto no CHA2DS2-VASc.”

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A afirmativa falsa é a alternativa D, que diz que a idade acima de 70 anos e o sexo masculino são fatores de risco para fenômenos tromboembólicos na Fibrilação Atrial (FA). Na verdade, a idade avançada é um fator de risco bem estabelecido para FA em si, mas não para tromboembolismo associado a ela. O sexo masculino é um fator de risco para tromboembolismo em geral, mas não especificamente para tromboembolismo na FA. Os principais fatores de risco para tromboembolismo na FA são insuficiência cardíaca, hipertensão arterial, diabetes mellitus, história prévia de acidente vascular cerebral ou tromboembolismo sistêmico e a presença de valvopatia.

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