Em relação aos fenômenos tromboembólicos na Fibrilação Atria...
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Tema central: A questão aborda a fisiopatologia e os fatores de risco para fenômenos tromboembólicos na Fibrilação Atrial (FA). O entendimento desses mecanismos é fundamental, pois a FA é uma das principais causas de acidente vascular encefálico (AVE) embólico e exige manejo rigoroso de prevenção secundária.
Análise da alternativa correta (falsa):
D) Idade acima de 70 anos e sexo masculino são fatores de risco.
Esta afirmação é falsa. A idade avançada é, realmente, um importante fator de risco para tromboembolismos na FA, reforçado tanto pelo escore CHADS2 (que considera idade >75 anos como fator de risco) quanto pelo CHA2DS2-VASc (que atribui 2 pontos para ≥75 anos e 1 ponto para 65-74 anos). Entretanto, o sexo masculino não é considerado fator de risco independente. Pelo contrário, o sexo feminino é que é reconhecido como fator de risco adicional para fenômenos tromboembólicos, conforme o CHA2DS2-VASc, que atribui 1 ponto para mulheres. Portanto, a alternativa D está incorreta por apresentar um falso conceito epidemiológico.
Análise das demais alternativas:
A) Correta. O apêndice atrial esquerdo é o local mais comum de formação de trombos na FA, e sua morfologia pode aumentar o risco de embolização sistêmica, como amplamente descrito na literatura cardiológica (Diretrizes Brasileiras de Fibrilação Atrial, SOBRAC).
B) Correta. A formação do trombo ocorre pela Tríade de Virchow: estase sanguínea (por contração atrial ineficaz), lesão endotelial (endocárdio atrial) e hipercoagulabilidade. Todos esses fatores estão presentes na FA.
C) Correta. O cérebro é o órgão mais acometido pelos êmbolos provenientes da FA, motivo pelo qual a principal complicação é o acidente vascular encefálico isquêmico (AVE).
E) Correta. Lesões endoteliais no átrio promovem microtrombos, que podem coalescer em trombos maiores, elevando o risco de embolização clínica.
Destaques de leitura e possíveis pegadinhas:
Questões de concurso frequentemente testam conhecimento sobre fatores de risco clássicos dos principais escores de estratificação. Fique atento ao uso de faixas etárias (65-74 vs. ≥75 anos) e ao sexo, já que “masculino” não agrega risco no CHA2DS2-VASc.
Resumindo: Idade avançada e sexo feminino são fatores de risco tromboembólico na FA — nunca o sexo masculino. Segundo a SOBRAC (Tabela 3 – Diretriz FA):
“Idade > 75 anos: 1 ponto”; “Sexo feminino: 1 ponto no CHA2DS2-VASc.”
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