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Q4154261 Medicina
Leia o caso clínico a seguir para responder à questão.

Paciente do sexo feminino, de 37 anos, queixa de dispneia progressiva aos moderados esforços há cerca de seis meses. Nega outros sintomas associados, nega uso de medicações atuais ou prévias. Alega ter asma desde a infância, com sintomas de tosse, chiado no peito e dispneia cerca de uma vez ao mês que melhora com uso de salbutamol. Nega tabagismo. Atualmente, controlada com corticoide inalatório. Ao exame: bom estado geral, eupneica, saturação oxigênio 96%, sem alterações ao exame físico. Trouxe resultados de exames, apresentados a seguir:

FAN, FR, sorologias HIV, sorologias hepatite B e C todos negativos. Ecocardiograma: FE 67% PSAP 77mmHg, câmaras cardíacas normais, sinais indiretos sugestivos de hipertensão pulmonar. Espirometria: distúrbio ventilatório obstrutivo leve, com variação significativa ao broncodilatador e normalização dos parâmetros funcionais. Angiotomografia de tórax: sem sinais de TEP, parênquima pulmonar normal. Cintilografia ventilação e perfusão: baixa probabilidade de TEP. 
Nesse caso, essa paciente está classificada como hipertensão pulmonar grupo: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A classificação da hipertensão pulmonar em grupos depende da etiologia. No caso, não há evidência de doença cardíaca esquerda, a avaliação para tromboembolismo crônico é desfavorável e a asma descrita é leve, reversível e sem hipoxemia ou alteração parenquimatosa relevante. Assim, no contexto da questão, ficam excluídas as explicações dos grupos 2, 3 e 4, restando o grupo 1 como enquadramento compatível.

Tema central: Classificação da hipertensão pulmonar
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque o quadro é compatível, no contexto da prova, com hipertensão pulmonar do grupo 1 por exclusão dos grupos 2, 3 e 4. Não há evidência de doença cardíaca esquerda como mecanismo pós-capilar, já que a fração de ejeção é preservada e as câmaras cardíacas são normais. Também não há base para grupo 3, porque a asma descrita é leve, reversível, com normalização da espirometria após broncodilatador, sem hipoxemia relevante e sem doença parenquimatosa. O grupo 4 fica contrariado por angiotomografia sem sinais de TEP e cintilografia de baixa probabilidade, o que, para fins da questão, afasta essa hipótese. A questão cobra o grupo clínico mais compatível, não confirmação hemodinâmica definitiva.
B
Errada
Incorreta. Grupo 2 corresponde à hipertensão pulmonar por doença do coração esquerdo. O enunciado não fornece suporte para isso: FE de 67%, câmaras cardíacas normais e ausência de dados de valvopatia ou congestão. Sem evidência de cardiopatia esquerda, falta o mecanismo que definiria HP grupo 2.
C
Errada
Incorreta. Grupo 3 exige doença pulmonar relevante e/ou hipoxemia como determinantes da hipertensão pulmonar. Aqui, a paciente tem asma leve, com obstrução reversível e normalização pós-broncodilatador, saturação de 96% e parênquima pulmonar normal na angiotomografia. Esse padrão não sustenta hipertensão pulmonar importante por doença pulmonar.
D
Errada
Incorreta. Grupo 4 é hipertensão pulmonar tromboembólica crônica. A investigação fornecida vai contra essa hipótese: angiotomografia sem sinais de TEP e cintilografia ventilação/perfusão com baixa probabilidade de TEP. No contexto da questão, isso afasta o mecanismo tromboembólico crônico.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de classificar automaticamente como grupo 3 qualquer paciente com antecedente de asma. O ponto decisivo é que asma leve, reversível, com função normalizada, sem hipoxemia e sem alteração parenquimatosa, não explica essa hipertensão pulmonar.
Dica para questões semelhantes
  • Classifique hipertensão pulmonar pelo mecanismo etiológico: grupo 2 pede doença cardíaca esquerda, grupo 3 pede doença pulmonar relevante/hipoxemia, e grupo 4 pede tromboembolismo crônico.
  • Não use apenas o rótulo da doença respiratória; confira se há repercussão funcional persistente, hipoxemia ou alteração estrutural pulmonar capaz de justificar a HP.
  • Quando o ecocardiograma sugere HP com coração esquerdo sem alterações e a investigação para TEP crônico é negativa, o raciocínio da prova tende a excluir grupos 2 e 4 antes de considerar grupo 1.
  • Achado ecocardiográfico sugestivo de HP não define sozinho a etiologia específica; nesta questão, ele serve como ponto de partida para a classificação por exclusão.

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