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Q1091175 Medicina
Qual a conduta atual mais adequada para cuidar de um recém-nascido de gestante com o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), em uso de antirretroviral e com carga viral não detectável na 34a semana da gravidez?
Alternativas

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Tema central: A questão aborda a profilaxia da transmissão vertical do HIV em recém-nascidos de mães em uso de antirretroviral, com carga viral indetectável no final da gestação. O objetivo é identificar a conduta mais indicada para proteger o neonato deste risco.

Justificativa da alternativa correta (A):

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da Transmissão Vertical do HIV do Ministério da Saúde (Brasil), toda gestante vivendo com HIV, mesmo com carga viral indetectável, deve receber zidovudina (AZT) intravenosa no trabalho de parto e o recém-nascido deve iniciar AZT oral por 4 semanas.

Citação: “A administração da zidovudina intravenosa (AZT IV) durante o trabalho de parto está indicada para todas as gestantes vivendo com HIV... independente do valor da carga viral.” (PCDT HIV, MS, 2022, p.46)

Raciocínio clínico: Ainda que a paciente mantenha carga viral indetectável, pequenas falhas ou rebotes virais subclínicos podem ocorrer. A profilaxia dupla (mãe no parto e RN após nascimento) maximiza a proteção contra a transmissão vertical, reduzindo o risco a valores inferiores a 2%.

Análise das alternativas incorretas:

B) Adiciona nevirapina (NVP) ao RN sem necessidade – só é indicada em contextos de alto risco (ex: mãe sem TARV ou viremia detectável).

C) Exclui AZT materno no parto – contraria a diretriz, que mantém AZT IV para todas até o nascimento, mesmo com carga viral controlada.

D) Não prescreve nenhum ARV – grave erro; conduta absolutamente contraindicada, pois negligencia totalmente a prevenção da transmissão.

E) Omissão do AZT IV na mãe – inadequado, já que a infusão durante o parto é fundamental.

Dicas para provas: Atenção a pegadinhas como “não fazer AZT se carga viral indetectável” ou “associar NVP sem critério clínico”. Sempre confira protocolos atualizados e priorize a segurança do RN.

Obras referência: Ministério da Saúde (PCDT HIV, 2022), Sociedade Brasileira de Pediatria, UpToDate, Nelson – Tratado de Pediatria.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa A: fazer zidovudina IV na mãe, durante o trabalho de parto, e dar AZT oral para a criança, logo após o nascimento, mantendo tal procedimento pelas primeiras quatro semanas de vida. Esse protocolo é conhecido como profilaxia da transmissão vertical do HIV e tem como objetivo reduzir a transmissão do vírus da mãe para o bebê durante a gestação, parto e amamentação. O uso do antirretroviral zidovudina durante o trabalho de parto e o AZT oral para a criança nas primeiras quatro semanas de vida demonstrou ser eficaz na redução da transmissão vertical do HIV em cerca de 70%. É importante destacar que o acompanhamento médico da mãe e do bebê após o parto é fundamental para garantir a saúde de ambos.

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