Um pré-escolar de 3 anos de idade comparece à consulta acom...
Considerando-se a principal hipótese para o caso, qual deve ser a próxima conduta?
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Tema central da questão: A questão aborda diagnóstico e conduta frente a quadro clínico hematológico grave em pediatria, com enfoque em sinais e sintomas compatíveis com Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA), a neoplasia maligna mais comum da infância.
Justificativa da alternativa correta (E):
A alternativa E ("Solicitar avaliação do sangue periférico para indicação de biópsia de medula óssea") está correta. O quadro clínico descrito — dor óssea/articular, fadiga, sangramento nasal, hiperplasia gengival, linfonodomegalia cervical/inguinal, hepatoesplenomegalia e alterações no hemograma (anemia, trombocitopenia, leucocitose) — é clássico da LLA. Nessas situações, a conduta deve ser urgência na investigação hematológica: realização de hemograma com pesquisa de blastos e, na evidência destes ou forte suspeita clínica, biópsia de medula óssea é mandatória para confirmação diagnóstica e tipagem imunofenotípica.
Segundo o Documento de Diretrizes Terapêuticas (DDT) de LLA do Ministério da Saúde (Introdução):
"A LLA é a neoplasia mais comum da infância [...] pode se apresentar como leucemia linfoblástica aguda [...] O diagnóstico definitivo é realizado por biópsia de medula óssea."
Análise das alternativas incorretas:
A) Dor de crescimento não cursa com sintomas sistêmicos, alterações hematológicas, sangramento ou organomegalias. Fornecer somente tratamento para anemia é equivocado e negligencia quadro potencialmente fatal.
B) USG de abdômen poderia identificar organomegalia, mas não esclarece etiologia hematológica ou investigaria a principal hipótese (leucemia), atrasando o diagnóstico.
C) Mononucleose infecciosa pode causar linfonodomegalia e esplenomegalia, mas não justifica anemia, trombocitopenia e hiperplasia gengival. Liberar com sintomáticos seria uma grave falha.
D) Biópsia hepática não é indicada nesta situação, sendo procedimento invasivo e pouco direcionado diante do quadro hematológico sugestivo.
Estratégia de resolução: Sempre que identificar sintomas B, alterações hematológicas e sinais sistêmicos em crianças, descarte causas benignas antes de considerar resolução simples. Atenção à presença de anemia, trombocitopenia, leucocitose e achados sistêmicos: essas pistas apontam para investigação onco-hematológica.
Referências: Protocolos do Ministério da Saúde e SBP, além de obras como "Nelson Tratado de Pediatria" e "Manual de Onco-Hematologia Pediátrica da SBP".
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