No DM tipo 2, não há benefício significante do controle glic...
Gabarito comentado
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Tema central da questão: O foco está na estratégia de insulinização em pacientes adultos com diabetes mellitus tipo 2 (DM2), especialmente ao comparar o uso de insulinoterapia intensiva (duas ou mais injeções diárias) com o esquema antidiabéticos orais + insulina NPH noturna.
Justificativa para a alternativa correta (C - certo): As principais diretrizes nacionais e internacionais, como o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Diabetes Mellitus Tipo 2 do Ministério da Saúde, recomendam que, quando o controle glicêmico não é alcançado apenas com antidiabéticos orais, a insulina NPH noturna seja a escolha inicial.
Veja o trecho do PCDT, seção 8.3.4: "Quando há necessidade de insulinoterapia, recomenda-se a insulina basal NPH como escolha de início, podendo ser adicionada ao tratamento com hipoglicemiante oral já estabelecido, se não houver contraindicação de seu uso [...] Recomenda-se [...] insulina NPH [...] antes de dormir." Isso está alinhado aos achados de grandes estudos e meta-análises científicos: esquemas simples com antidiabéticos orais + insulina noturna mostram eficácia semelhante aos regimes intensivos, sem aumento significativo do risco de hipoglicemia ou da complexidade terapêutica.
Análise das alternativas:
- C) Certo – Correta: Não há benefício relevante em iniciar, na maioria dos pacientes com DM2, insulinoterapia intensiva (basal-bolus) em relação ao regime insulina NPH noturna + antidiabéticos orais, quanto à redução da HbA1c, mas há maior risco de hipoglicemia e menor adesão.
- E) Errada: Indicaria um entendimento ultrapassado, desconsiderando evidências de que a insulinização combinada é tão eficiente quanto, na maioria dos casos, conforme mostrado no PCDT e revisões sistemáticas (veja publicação “Uso racional de medicamentos em diabetes mellitus” – BVS).
Pontos importantes para provas: Atenção a pegadinhas comuns: nem todo caso de DM2 exige múltiplas doses diárias; a individualização da conduta é a base do tratamento, considerando sempre simplicidade, adesão e segurança.
Resumo final: O controle glicêmico com insulina noturna e antidiabéticos orais é respaldado pelas principais diretrizes, sendo seguro, prático e eficaz na grande maioria dos casos de DM2.
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