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Q2636682 Medicina

Foi solicitada avaliação de uma criança de 3 anos, internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), devido a quadro pneumônico com evolução de 4 dias, mantendo febre e queda do estado geral. A criança apresenta grande derrame pleural a direita. Exame físico: importante desconforto respiratório, com uso de musculatura acessória. Assinale a alternativa que apresenta qual deve ser a conduta inicial frente a este caso.

Alternativas

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Tema central: O caso aborda o manejo inicial de complicação grave de pneumonia em crianças, com grande derrame pleural e sinais de desconforto respiratório importante, cenário que indica forte suspeita de empiema pleural. Este é um quadro infeccioso agudo que, sem tratamento adequado e ágil, pode evoluir com sérias complicações respiratórias e sistêmicas.

Justificativa da alternativa correta (D – Toracocentese e drenagem pleural fechada):
Frente ao quadro clínico grave – deterioração geral, febre persistente, importante desconforto respiratório – e ao grande derrame pleural diagnosticado ao exame físico, a conduta preconizada segundo protocolos da OMS (Tópico 4.2.4 do "Livro de Bolso") e consensos da área é:
“Os derrames pleurais devem ser drenados, excepto se forem muito pequenos.”
Ou seja, realizar toracocentese para diagnóstico e ALÍVIO imediato, seguida da drenagem pleural fechada (instalação de dreno de tórax), é abordagem inicial recomendada em crianças com volume significativo de líquido infectado. Isso proporciona rápida redução dos sintomas e previne complicações como fibrose pleural.

Análise crítica das alternativas incorretas:

  • A) Toracocentese diagnóstica: Isoladamente, é insuficiente. Pode auxiliar na confirmação do diagnóstico, mas não resolve o acúmulo de líquido infectado em grande volume, sendo apenas parte inicial do processo.
  • B) Toracotomia e decorticação pulmonar: Método cirúrgico reservado a casos refratários e crônicos, quando há evolução para fase organizada do empiema ou insucesso do tratamento inicial.
  • C) Toracoscopia e decorticação pulmonar: Assim como a anterior, indicada em situações mais avançadas — não é abordagem primária em pacientes recém-internados.
  • E) Escalonamento de antibioticoterapia: A antibioticoterapia é fundamental, porém isoladamente NÃO resolve empiemas volumosos; sem drenagem, há risco de evolução ruim.

Estratégias de prova e pontos de atenção: Questões desse tipo exigem o reconhecimento de sinais de gravidade (desconforto respiratório, febre persistente, grande derrame) e a indicação do procedimento que melhora a função respiratória imediatamente. Tenha atenção a alternativas que apresentam condutas cirúrgicas invasivas como primeira escolha, pois geralmente são reservadas para falha do tratamento inicial.

Referências das boas práticas: OMS – Livro de Bolso, UpToDate (2023), Sabiston: Tratado de Cirurgia, 21ª Edição.

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