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Q3412838 Biomedicina - Análises Clínicas
A abordagem da assistência ao paciente com câncer é multifacetada, visando não apenas a supressão da doença, mas também a melhoria da qualidade de vida, proporcionando um suporte essencial aos pacientes oncológicos, promovendo o bem-estar global do paciente durante o processo de recuperação. Qual é uma das principais abordagens da assistência ao paciente com câncer durante o tratamento? Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas

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Tema central: Assistência oncológica com foco em cuidados de suporte que melhoram qualidade de vida durante o tratamento (ex.: exercício, nutrição, controle da dor, prevenção de infecções).

Alternativa correta: B – Manutenção da atividade física regular

Exercício é intervenção-chave para reduzir fadiga relacionada ao câncer, melhorar capacidade cardiorrespiratória, força, humor e qualidade de vida. Diretrizes ASCO/ACSM e ESMO recomendam, quando possível, pelo menos 150 min/semana de atividade aeróbica moderada e 2 sessões/semana de treino de força, adaptando à condição clínica. Evidências (UpToDate, ACSM Roundtable) mostram segurança e benefícios durante quimioterapia e radioterapia, com ajustes em casos de anemia importante, febre ou trombocitopenia. Exemplos práticos: caminhadas, bicicleta leve, exercícios com elástico, fisioterapia oncológica.

Por que está correta? Porque integra o pilar de reabilitação oncológica, comprovadamente eficaz e recomendada por sociedades (ASCO, ESMO, OMS) para manutenção funcional e bem-estar global.

Análise das alternativas incorretas

A) “Antibióticos apenas quando surgem infecções”: Simplificação inadequada. Em neutropenia febril, a conduta é iniciar antibiótico empírico imediato (em até 1 hora), conforme ASCO/IDSA. Além disso, pode haver profilaxia antibiótica em pacientes de alto risco. Logo, “apenas quando surgem infecções” contraria a prática baseada em risco e o stewardship racional.

C) “Restrição total de alimentos”: Contraindicada. O alvo é suporte nutricional para prevenir perda ponderal e sarcopenia. Diretrizes (ESMO/ESPEN, Ministério da Saúde) recomendam fracionamento, ajustes de textura e suplementos orais; jejum/restrição total agrava desnutrição e efeitos colaterais.

D) “Uso contínuo de analgésicos potentes para prevenir dor crônica”: Manejo da dor segue a Escada Analgésica da OMS, individualizando conforme intensidade e tipo de dor. Opioides fortes não são preventivos universais; indicam-se quando necessários, ponderando efeitos adversos (constipação, sedação) e adjuvantes. Estratégia é analgesia multimodal, não “uso contínuo” indiscriminado.

Dica de prova: Desconfie de termos absolutistas como “apenas”, “total” e “contínuo”; em cuidados de suporte, condutas são personalizadas e baseadas em risco e evidência.

Referências úteis: ASCO/ACSM Exercise Guidelines; ESMO supportive care; OMS – Escada Analgésica; IDSA/ASCO – manejo de neutropenia febril; UpToDate – Cancer rehabilitation.

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