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Q1655898 Medicina
Paciente masculino de 60 anos com queixa de dispneia há três dias com sibilância torácica. Informa hábito tabágico de 10 maços-ano e história de “tosse alérgica” na infância. Radiograma de tórax normal e o teste de função respiratória revelou os seguintes valores: CVF = 3,8 L/m; VEF1 = 2,66 L/m; relação VEF1/CVF = 60%, que normalizaram com o uso de 400 mcg de salbutamol spray. A primeira hipótese diagnóstica é:
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Tema central: Diagnóstico diferencial de obstrução reversível das vias aéreas em paciente adulto sintomático

Justificativa da alternativa correta (B - Asma):

Este caso aborda um paciente de 60 anos, com sintomas respiratórios agudos (dispneia e sibilância), história de “tosse alérgica” (indicativa de atopia) e tabagismo leve (10 maços-ano).

A espirometria revelou padrão obstrutivo (VEF1/CVF = 60%) que normalizou após broncodilatador. Segundo o PCDT da Asma (MS, 2023, seção Diagnóstico), é indicativo de asma em adultos "observação de aumento do VEF1 >12% e >200mL após broncodilatador". A reversibilidade total caracteriza a asma, doença marcada por obstrução variável e reversível.

Detalhe importante: O histórico tabágico pode confundir, mas o comportamento do VEF1 pós-broncodilatador tipifica asma – essencial ler atentamente o resultado dos exames!

Análise das alternativas incorretas:

A) DPOC: Embora o tabagismo seja fator de risco, a DPOC raramente mostra reversibilidade completa ao broncodilatador e está associada a obstrução não totalmente reversível (PCDT DPOC, MS, 2021).

C) Pulmão senil: O “pulmão senil” é caracterizado por baixa complacência pulmonar em idosos, mas não explica quadro obstrutivo agudo e reversível.

D) Associação asma/DPOC: A síndrome de sobreposição existe, mas para esse diagnóstico esperam-se critérios de ambas as doenças e normalização completa do VEF1 é incomum na DPOC associada.

E) Embolia pulmonar: Embora possa causar dispneia aguda, não está associada a sibilância típica ou resposta à broncodilatação, e a espirometria geralmente não acusa padrão obstrutivo reversível.

Dicas de prova e estratégias:

  • Ao interpretar espirometria, atenção à reversibilidade pós-broncodilatador (critério chave para asma).
  • Pegadinha: histórico de tabagismo pode induzir erro para DPOC, mas a diferença fisiológica fundamental está na reversibilidade.
  • Sempre relacione antecedentes (“tosse alérgica” na infância aponta para diagnóstico atópico).

Segundo o PCDT Asma (MS, 2023): “O volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) pós-broncodilatador é o melhor parâmetro para avaliar reversibilidade... aumento >12% e >200mL é compatível com asma.”

Resumo: Conjunto clínico e espirométrico direciona fortemente a asma como hipótese diagnóstica principal.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa B - Asma. Isso porque o paciente apresenta uma história de tosse alérgica na infância, bem como hábito tabágico, o que aumenta o risco de desenvolvimento de asma. Além disso, os testes de função respiratória mostram uma relação VEF1/CVF abaixo de 70%, o que sugere obstrução reversível das vias aéreas, característica da asma. A melhora dos sintomas com o uso de salbutamol também é um forte indicativo de asma. As outras opções de resposta não condizem com os dados apresentados no caso clínico.

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