A complicação mais frequente pós-osteossíntese de diáfise de...

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Q2741557 Medicina

A complicação mais frequente pós-osteossíntese de diáfise de úmero com placa e parafusos é a

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Tema central da questão: A questão aborda as complicações mais frequentes após o tratamento cirúrgico das fraturas diafisárias do úmero utilizando placa e parafusos. O conhecimento sobre as estruturas anatômicas próximas ao úmero, sobretudo o nervo radial, é fundamental para a atuação do ortopedista.

Justificativa da alternativa correta (C – Neuropatia radial):

Durante a osteossíntese da diáfise umeral com placa e parafusos, o nervo radial, que cruza a face posterior do úmero no sulco radial, pode ser lesionado devido à manipulação, dissecação ou colocação dos implantes. Segundo o Projeto Diretrizes – Fratura da Diáfise do Úmero no Adulto: “As lesões neurológicas ocorreram em frequência baixa após a cirurgia, havendo recuperação na totalidade dos casos.” Apesar de ser considerada de baixa frequência absoluta, a neuropatia radial é a complicação mais observada nesse contexto cirúrgico em comparação com outras complicações.

Clinicamente, o paciente pode apresentar queda da mão (“drop hand”) e diminuição da sensibilidade dorsal da mão. A maioria dos casos evolui com recuperação total do nervo.

Análise das alternativas incorretas:

A) Infecção: Apesar do risco inerente a qualquer procedimento cirúrgico, a incidência de infecção após a osteossíntese de úmero é menor do que a de neuropatia radial, especialmente com técnicas assépticas adequadas.

B) Pseudoartrose: É uma complicação relevante, porém menos frequente que a lesão do nervo radial quando placas são utilizadas. Protocolos de fixação rigidamente aplicados minimizam essa ocorrência.

D) Refratura: A refratura pode acontecer, mas sua incidência é muito menor do que a neuropatia radial e costuma estar mais associada à retirada precoce do material ou osteoporose instalada.

E) Rigidez articular de ombro/cotovelo: Embora o imobilismo possa contribuir para rigidez, com orientação de reabilitação precoce, o risco se reduz e não supera o risco neurológico direto na abordagem cirúrgica.

Estratégias para prova: Atenção à anatomia do local da fratura e à posição dos grandes nervos. Palavras como “mais frequente” exigem comparação baseada em evidências atuais e diretrizes. Evite generalizações comuns para todos os ossos longos: o nervo radial é específico do úmero!

Referências de apoio: Projeto Diretrizes – Fratura da Diáfise do Úmero no Adulto. Obras: Rockwood & Green; Manual de Ortopedia SBOT.

Em resumo: A neuropatia radial é a complicação mais frequente após a osteossíntese da diáfise umeral com placa e parafusos.

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