Na vacinologia de sistemas, a análise de dados de expressão ...
Gabarito comentado
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Tema central: resposta imune induzida por vacinas de RNA e o papel do interferon tipo I (IFN-I). Em vacinologia de sistemas, expressão aumentada de genes de IFN-I indica ativação de sensores inatos (ex.: TLR7/8, RIG-I, MDA5), que “preparam” o sistema imune para uma resposta mais eficaz.
Alternativa correta: A – Ativação de células dendríticas (DCs) e promoção das respostas inata e adaptativa.
Justificativa: O IFN-I induz um estado antiviral e funciona como “adjuvante endógeno”: promove maturação de DCs (↑ CD80/CD86, CD40, CCR7), ↑ apresentação de antígenos (↑ MHC I e, nas APCs, favorece MHC II), e a produção de quimiocinas/citocinas que recrutam e orientam linfócitos. Isso potencializa a priming de linfócitos T CD4+ e CD8+ (inclui cross-priming) e sustenta resposta humoral (auxílio Tfh para células B, plasmablastos e maturação de afinidade). Esse é o efeito esperado e desejado de vacinas de mRNA. Referências: Abbas – Cellular and Molecular Immunology; Plotkin’s Vaccines; UpToDate (mRNA vaccine immunology).
Análise das alternativas incorretas
B) “Inibição completa” de células B: Termo absoluto e conceitualmente incorreto. IFN-I geralmente favorece a resposta de anticorpos via melhora da ativação Tfh e da função das APCs. Embora exposições crônicas a IFN-I possam ser imunomodulatórias em algumas condições, não há inibição completa da resposta B pós-vacinal. (Abbas; UpToDate)
C) Supressão da migração de neutrófilos: IFN-I tende a induzir quimiocinas e a modular o recrutamento celular. Em contexto vacinal, não é característico causar “supressão” da migração; pelo contrário, o eixo inato é ativado, facilitando vigilância no local de aplicação. Afirmação não se alinha com a biologia do IFN-I.
D) Redução de MHC II em macrófagos: O IFN-I promove maturação de APCs e aumenta a apresentação antigênica. A queda de MHC II contraria o efeito esperado; em geral, observa-se manutenção/elevação de capacidade apresentadora. Além disso, IFN-I aumenta MHC I em diversas células, favorecendo ativação de CD8+.
E) Indução de apoptose em T CD8+: No contexto de vacinação, o IFN-I sustenta a expansão e a sobrevivência de CD8+ efetores e de memória, especialmente via DCs ativadas e sinalização de tipo I. Apoptose de CD8+ não é o desfecho predominante pós-vacinal.
Dica de prova: em imunologia, palavras absolutas como “completa”, “supressão” ou “redução” generalizada geralmente sinalizam erro. Ao ver “↑ IFN tipo I”, pense em: maturação de DCs, adjuvanticidade, ↑ apresentação antigênica e ponte entre imunidade inata e adaptativa.
Fontes: Abbas AK. Cellular and Molecular Immunology; Plotkin SA. Vaccines; UpToDate: “Immunology of mRNA vaccines”.
Gabarito: A
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