“Fará, no próximo dia 23, dez anos que a conheci”. Nesta fr...
Gabarito comentado
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Tema central: Classificação do sujeito e identificação de orações sem sujeito. Esta questão exige reconhecer quando há, ou não, sujeito em uma frase, de acordo com a norma-padrão. Trata-se de conteúdo fundamental em provas de Língua Portuguesa para concursos, especialmente em cargos como Agente de Segurança, onde clareza gramatical é imprescindível.
Comentário da alternativa correta (C) Inexistente:
A frase apresentada utiliza o verbo “fazer” para indicar tempo decorrido: “Fará, no próximo dia 23, dez anos que a conheci.” Nesse contexto, segundo Evanildo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa), “fazer” é verbo impessoal: não se refere a nenhum agente e não admite sujeito. Exemplos semelhantes: “Faz dois anos que trabalho aqui.” “Fez frio ontem.” Nessas construções, dizemos que a oração tem “sujeito inexistente” (ou é chamada de oração sem sujeito). Portanto, a alternativa correta é a letra C.
Análise das alternativas incorretas:
A) Sujeito simples: O sujeito simples se caracteriza por um único núcleo claro. Não há nenhum termo que desempenhe essa função na frase em questão.
B) Sujeito oculto: Sujeito oculto ocorre quando não é explícito, mas pode ser identificado na conjugação verbal ou contexto. No caso do verbo “fazer” impessoal, simplesmente não existe sujeito a ser identificado.
D) Sujeito composto: Ocorre quando há mais de um núcleo no sujeito (ex: “O pai e o filho chegaram tarde”). Não é o caso aqui, pois nem há sujeito.
E) Sujeito formal: Essa categoria não existe na gramática normativa tradicional e não se aplica ao estudo do sujeito em Língua Portuguesa.
Estratégia para provas: Sempre que encontrar verbos como “fazer” indicando tempo, “haver” (existencial ou indicando tempo), “chover”, “trovejar” (fenômenos naturais), lembre-se: oração sem sujeito/ sujeito inexistente.
Citando Bechara: “Há orações que encerram apenas a declaração contida no predicado, sem que se cogite de atribuí-la a nenhum sujeito. Em tais casos, dizemos que se trata de orações sem sujeito e o verbo que nelas entra se chama impessoal.” (Moderna Gramática Portuguesa)
Resumo: Verbo “fazer” indicando tempo = verbo impessoal = sujeito inexistente.
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