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Assinale a opção que apresenta situação de indicação provável de transplante em insuficiência cardíaca grave.
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Tema central: Esta questão aborda indicações para transplante cardíaco em pacientes com insuficiência cardíaca grave, uma situação crítica na cardiologia. É essencial que o cardiologista reconheça corretamente os critérios clínicos bem estabelecidos, baseados em diretrizes nacionais e internacionais, para tomada de decisão assertiva em casos avançados.
Comentário da alternativa correta (A): A alternativa A (angina instável não tratável por cirurgia ou angioplastia com fração de ejeção menor que 25%) está de acordo com a 3ª Diretriz Brasileira de Transplante Cardíaco, na Tabela 2.1: “Doença isquêmica com angina refratária sem possibilidade de revascularização” é indicação classe I para transplante (recomendação máxima). A presença concomitante de disfunção ventricular (FE < 25%) reforça ainda mais a necessidade do procedimento, pois o prognóstico é reservado e a terapia convencional limita-se às medidas paliativas, sem impacto significativo na sobrevida. Portanto, diante de pacientes nesta situação, o transplante é considerado necessário e benéfico.
Análise das alternativas incorretas:
B) Hospitalizações frequentes: Apesar de ser critério de gravidade, isoladamente não configura indicação direta para transplante; pode direcionar ajustes clínicos ou alternativas como dispositivos de assistência ventricular.
C) Arritmias ventriculares recorrentes sintomáticas: Em pacientes sem refratariedade ao tratamento ou sem disfunção ventricular grave, não é indicação absoluta; recomenda-se implante de CDI (Cardiodesfibrilador implantável) antes da consideração do transplante.
D) VO2 máximo menor que 10 mL/kg/min: Embora o consumo de oxigênio seja parâmetro de prognóstico ruim, a maioria das diretrizes utiliza <14 mL/kg/min (sem beta-bloqueador) ou <12 mL/kg/min (com beta-bloqueador) para indicar transplante. O corte de 10 mL/kg/min é muito restritivo e pode deixar de indicar em pacientes que já se beneficiariam da intervenção.
E) Classe IV de NYHA persistente: Apesar do estágio avançado (sintomas em repouso), somente persistência na classe IV não determina, por si só, a indicação para transplante, sendo necessário avaliar refratariedade a tratamento e prognóstico global.
Estratégia para provas: Atenção a critérios compostos (“não tratável por cirurgia OU angioplastia COM FE < 25%”). Pegadinhas comuns: uso isolado de critérios comuns sem gravidade suficiente; cortes de VO2 excessivamente baixos; definição imprecisa de refratariedade.
Referência: 3ª Diretriz Brasileira de Transplante Cardíaco, Tabela 2.1 (Indicações de Transplante Cardíaco).
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