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Q2670705 Medicina

A desarticulação do joelho apresenta vantagens com relação à amputação transfemoral (supracondiliana), EXCETO:

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Tema central da questão: O tema aborda as vantagens da desarticulação do joelho em relação à amputação transfemoral (também conhecida como supracondiliana). Para o médico concursando, é fundamental compreender as diferenças funcionais, cirúrgicas e de reabilitação entre ambos os procedimentos.

Justificativa para a alternativa correta (E):
A alternativa E está correta ao ser apontada como exceção. Na desarticulação do joelho, a preservação dos côndilos do fêmur permite um fechamento mais anatômico e seguro do coto, geralmente sem a necessidade de retalhos cutâneos tão extensos como ocorre na amputação acima do joelho. Segundo o "Órteses e Próteses: Livro Texto" (Cap. 8), o coto resultante dessa técnica tende a possibilitar fechamento de pele sem tensão exacerbada.

Portanto, dizer que “necessita retalhos de pele amplos para o revestimento sem tensão dos côndilos femorais” não corresponde à realidade técnica deste procedimento, tornando a alternativa E a resposta correta.

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Menos dolorosa e hemorrágica: Verdadeiro. Por manter as estruturas musculares proximais e realizar menor desinserção, há menor sangramento e dor pós-operatória.
B) Preservação da cartilagem de crescimento em crianças: Correto, pois mantendo a extremidade distal do fêmur, garante-se a continuidade do crescimento ósseo.
C) Melhor equilíbrio e apoio: Correto, o coto alongado e plano favorece apoio na posição sentada e facilidade para transferências.
D) Ausência de espículas ósseas: Correto, já que não há seccionamento do fêmur, o que reduz este risco.

Dica de prova e possíveis pegadinhas:
Atente-se para termos como “necessita amplos retalhos” em relação às técnicas de fechamento. Muitas vezes, a tendência é associar o fechamento dos côndilos a dificuldades técnicas, quando na prática, a anatomia neste nível favorece o fechamento. Fique atento à diferença entre desarticulação (nível articulação) e amputação transfemoral (nível do fêmur) quanto ao perfil de fechamento, complicações e preservação funcional.

Resumo chaves: Desarticulação de joelho preserva mais função, favorece reabilitação, é menos traumática e, geralmente não demanda grandes retalhos de pele.

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