O médico do PSF deve iniciar o tratamento para úpus cutâneo ...
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Tema central: A questão aborda a conduta inicial no lúpus cutâneo na Estratégia de Saúde da Família, explorando o manejo adequado conforme a gravidade das lesões e diretrizes oficiais. O lúpus cutâneo pode apresentar-se de forma isolada ou fazer parte do espectro do lúpus eritematoso sistêmico (LES), sendo essencial distinguir tratamentos para quadros leves e graves.
Justificativa da alternativa correta (B):
A indicação de AINEs e prednisona em dose baixa a moderada (7,5 a 30 mg/dia) está alinhada com a abordagem inicial do lúpus cutâneo em sua forma leve ou moderada, especialmente nos casos em que não há resposta à terapia tópica. De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde: “Na falta de resposta em três meses, ou antes, quando a lesão for muito extensa… pode-se associar prednisona em dose baixa a moderada por curto período de tempo.” O uso de AINEs serve para controle de sintomas inflamatórios leves. Prednisona em doses baixas é segura para lesões moderadas e pode prevenir sequelas, evitando imunossupressores potentes precocemente.
Análise das alternativas incorretas:
A) Corticoide tópico ou intralesional; antimaláricos: A hidroxicloroquina é eficaz no lúpus cutâneo crônico ou refratário, mas sua resposta é mais lenta. Não é a terapia inicial isolada para as lesões agudas leves.
C) Prednisona (1-2 mg/kg/dia): Doses altas estão reservadas para quadros sistêmicos graves, como nefrite lúpica ou neuropsiquiátrico, nunca para o iniciamento do lúpus cutâneo leve.
D) Pulsoterapia + ciclofosfamida + metilprednisolona: Trata-se de abordagem intensiva e reservada a manifestações sistêmicas graves e refratárias (e.g. envolvimento renal), sem indicação no lúpus cutâneo inicial.
E) Prednisona em altas doses + imunossupressor: Semelhante à D, é indicada em casos graves disseminados, não em lesão apenas cutânea inicial.
Dicas para provas: Atenção ao nível de gravidade e extensão das lesões. Evite indicações de terapias potentes ou sistêmicas em quadros restritos à pele. Lembre-se: Comece sempre pelo menos invasivo possível e avance de acordo com refratariedade ou agravamento.
Referências essenciais: Ministério da Saúde – PCDT do LES, UpToDate, Harrison’s Principles of Internal Medicine. Consulte sempre o protocolo mais recente ao enfrentar questões sobre conduta clínica.
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