No desenho de projetos de inserção produtiva em terapia ocu...
Gabarito comentado
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Alternativa correta: E – trabalho apoiado, cooperativismo social, análise ergonômica, pactuação intersetorial e acompanhamento no contexto real.
Tema central: projetos de inserção produtiva em Terapia Ocupacional, entendendo o trabalho como recurso terapêutico e como direito. Exige reconhecer práticas centradas na participação social, renda, acessibilidade e suporte no ambiente real de trabalho.
Resumo teórico:
- Trabalho Apoiadoo: método baseado em suporte no local de trabalho (job coaching), negociação de adaptações razoáveis, metas compartilhadas e acompanhamento contínuo.
- Cooperativismo social: empreendimentos econômicos solidários orientados à inclusão de pessoas em desvantagem, com gestão democrática e geração de renda.
- Análise ergonômica: avaliação de tarefas, organização e ambiente para adequar o posto às capacidades e necessidades (prevenção de sobrecarga e barreiras).
- Pactuação intersetorial: articulação entre saúde, assistência, trabalho/emprego e economia solidária para viabilizar oportunidades e suportes.
Fontes essenciais:
- Lei 13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência) – direito ao trabalho e adaptações razoáveis.
- Decreto 6.949/2009 (CRPD/ONU) – emprego inclusivo com apoios.
- Lei 9.867/1999 – Cooperativas Sociais.
- Portaria GM/MS 3.088/2011 – RAPS, inclusão pelo trabalho na atenção psicossocial.
- NR-17 (Ergonomia) – análise e adaptação do posto de trabalho.
Por que a E é correta? Integra apoios no mundo real (trabalho apoiado), alternativas econômicas inclusivas (cooperativismo social), adaptação do trabalho (ergonomia), arranjos institucionais (intersetorialidade) e follow-up no contexto – alinhada a direitos e às melhores evidências de inclusão laboral.
Por que as demais estão incorretas?
- A – Treino simulado com metas de velocidade/acurácia como critério de alta é tecnicista e reducionista; não garante transferência para o contexto real nem atende à diretriz de participação e apoios no trabalho.
- B – Transformar a clínica em “RH” prioriza triagem de perfis em vez de adaptações, negociação e suporte; a TO não é agência de emprego.
- C – Produção artesanal para doação reproduz assistencialismo sem renda; não configura inserção produtiva nem direito ao trabalho digno.
- D – “Banco de horas terapêutico” e rotatividade planejada podem precarizar, impedem vínculo e carreira; contrariam a estabilidade necessária à inclusão.
Estratégia de prova: busque palavras-chave como contexto real, apoios, intersetorialidade, adaptações, renda. Desconfie de termos como simulado, doação, produtividade como alta ou abordagens que trocam a clínica por “RH”. A opção correta costuma articular direitos, evidência e seguimento no trabalho.
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