No deslocamento histórico da ergoterapia asilar para prátic...
Gabarito comentado
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Alternativa correta: A
Tema central: a evolução da Terapia Ocupacional do modelo asilar (ergoterapia) para práticas de cidadania e circulação social. O foco sai do “ocupar para conter” e vai para direitos, participação no território e vínculos sociais.
Resumo teórico: No paradigma asilar, oficinas internas e tarefas produtivas eram usadas como disciplina, com circulação restrita e avaliação centrada na produtividade. A Reforma Psiquiátrica (Lei 10.216/2001) e a RAPS (Portaria GM/MS 3.088/2011) deslocam o cuidado para o território, ampliando acesso a trabalho, cultura e redes, conforme a Reabilitação Psicossocial de Saraceno: foco em contratualidade social, autonomia e circulação.
Por que a A é correta? “Manutenção de ateliês internos com produtividade como métrica central e circulação restrita ao pavilhão” expressa a lógica segregativa clássica: atividades confinadas, métrica produtivista e pouca inserção comunitária. Esse arranjo contraria os princípios de desinstitucionalização e de ampliação de participação social previstos em Lei 10.216/2001 e nas diretrizes da RAPS, além de não atender aos critérios contemporâneos de êxito (autonomia, pertencimento, acesso a direitos).
Por que as demais estão incorretas?
B – Parcerias com economia solidária e cultura ampliam circulação, renda e vínculos no território; são estratégias centrais da reabilitação psicossocial e da RAPS, não segregativas.
C – Trabalho apoiado reposiciona o trabalho como direito em contextos reais, com apoios naturalizados no ambiente; promove inclusão e não o confinamento.
D – A análise institucional identifica e transforma dispositivos que mantêm segregações; é instrumento para desinstitucionalizar práticas.
E – Projetos laborais em contextos abertos reduzem dependência do espaço asilar e ampliam repertórios ocupacionais, reforçando circulação social.
Estratégia de prova: destaque palavras-sinal. Indícios de segregação: “internos”, “restrita ao pavilhão”, “produtividade como métrica central”. Indícios de inclusão: “território”, “circulação”, “direitos”, “parcerias”, “trabalho apoiado”, “pactuação com coletivos”. Se a ação ocorre fora dos muros e amplia direitos, tende a ser a opção inclusiva.
Fontes essenciais para aprofundar: Lei 10.216/2001 (Reforma Psiquiátrica); Portaria GM/MS 3.088/2011 (RAPS); Saraceno, B. – Reabilitação Psicossocial; Manuais do MS e Cadernos HumanizaSUS sobre cuidado territorial.
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