Juliana é professora de Educação Física de uma escola públic...

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Q3700597 Pedagogia

Juliana é professora de Educação Física de uma escola pública da rede municipal de uma cidade do interior de Minas Gerais. Ao iniciar as aulas no ano de 2024, em uma turma do 5º ano do ensino fundamental, ela foi surpreendida com a presença de um aluno cadeirante que ficou permanentemente incapaz de movimentar as pernas em função de um acidente automobilístico sofrido dois anos antes. A primeira reação de Juliana foi a de considerar que o aluno não poderia participar das aulas de Educação Física por não ter a capacidade de se movimentar como seus colegas considerados normais. Ao solicitar à direção da escola que o aluno fosse dispensado das suas aulas, ela foi repreendida pela diretora que a informou de que o aluno teria direito à educação por ser um cidadão brasileiro, independentemente de ser uma pessoa com deficiência. Assim, Juliana procurou Marcela, também professora de Educação Física da escola, para pedir ajuda e descobriu que a colega também tinha um aluno com deficiência, vítima da Poliomielite, ou Paralisia Infantil, e que também tinha muita dificuldade de locomoção. As duas resolveram, então, que durante as aulas, planejariam uma atividade paralela a ser realizada pelos dois alunos com deficiência. Dessa maneira, enquanto os demais alunos estivessem fazendo a aula, os dois teriam o que fazer entre eles.



A situação descrita acima é bastante comum nas escolas brasileiras e pode ser caracterizada como: 

Alternativas

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Resposta correta: Alternativa D

Tema central: caráter da prática escolar diante da presença de alunos com deficiência — distinção entre inclusão plena, inclusão segregada e formas de exclusão. É tema frequente em Legislação e Políticas Públicas da Educação, pois envolve direitos previstos na Constituição, na LDB (Lei nº 9.394/1996) e no Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015).

Resumo teórico:

  • Inclusão plena: garantir acesso, permanência e participação com adaptações razoáveis para todos (LDB; Decreto/Políticas de educação inclusiva).
  • Inclusão segregada: alunos com deficiência participam, mas em espaços separados/interações exclusivas entre si — mantém a separação social e curricular.
  • Exclusão total/relativa: negação completa do direito ou oferta insuficiente/limitada de participação.
Fontes: Constituição Federal (art. 205), LDB 9.394/1996, Lei 13.146/2015, Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (MEC).

Por que D é a correta? A prática descrita organiza uma atividade paralela apenas para os alunos com deficiência, fazendo-os interagir somente entre si. Há participação, mas em condição separada — definição clara de inclusão segregada. A segregação preserva certo acesso, porém impede a integração e o mesmo acesso ao currículo e à turma.

Análise das incorretas:

  • A (Exclusão relativa): incorreta — os alunos não foram simplesmente esquecidos ou parcialmente impedidos; receberam atividade, porém segregada (não é apenas "relativa").
  • B (Exclusão total): incorreta — não houve negação absoluta do direito; as professoras providenciaram tarefa alternativa (logo, não exclusão total).
  • C (Inclusão plena): incorreta — separar os alunos em atividade exclusiva contradiz os princípios de inclusão plena (integração, adaptações no contexto da turma).

Dica de prova: fique atento a palavras-chave como "somente", "separados", "entre si" — sinalizam segregação. Elimine alternativas extremas se o enunciado mostra ação mitigadora (atividade oferecida) mas discriminatória (separação).

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