No campo da Psicologia e da Psiquiatria, a diferenciação en...

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Q3914758 Psicologia
No campo da Psicologia e da Psiquiatria, a diferenciação entre o luto normal e o luto patológico (ou luto complicado/melancolia) envolve critérios clínicos, culturais e psicodinâmicos. Com base nesses referenciais, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O decisivo era identificar a alternativa que reúne sinais clínicos compatíveis com complicação do luto, o que torna D a única opção adequada.

Tema central: Luto normal e patológico
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque transforma a intensidade da dor psíquica no critério fundamental e suficiente para definir luto patológico. Pela base, sofrimento intenso pode ocorrer no luto normal; a diferenciação exige considerar também duração, prejuízo funcional, alterações relevantes e adequação ao contexto cultural, social e religioso.
B
Errada
Está errada por dois motivos concretos: atribui ao DSM-5-TR uma regra automática de patologização após 6 meses e ainda fala em 'qualquer reação de sofrimento'. A base afirma que o DSM-5-TR não adota essa regra geral; para adultos, o marco típico é 12 meses, e o diagnóstico depende de persistência além do esperado, prejuízo funcional e desproporção em relação às normas culturais, sociais ou religiosas.
C
Errada
Está errada porque inverte a fenomenologia usada para diferenciar luto de depressão/melancolia. Pela base, no luto os sentimentos dolorosos tendem a ocorrer em ondas associadas a lembranças do falecido; já o humor negativo mais contínuo e invasivo é mais típico de depressão.
D
Certa
A alternativa D está correta porque descreve sinais clínicos de alerta compatíveis com complicação do luto, especialmente quando persistentes e associados a prejuízo importante e perda de sentido. Pela base, ideação suicida, autodestrutividade, isolamento prolongado, entorpecimento emocional e sensação persistente de que a vida perdeu o sentido são marcadores que exigem avaliação clínica e apontam para possível evolução para condição patológica. É a única opção alinhada aos referenciais aceitos.
Pegadinha da questão
A questão explorou três confusões reais: tratar sofrimento intenso como critério suficiente de patologização, trocar o prazo do DSM-5-TR por uma regra de 6 meses e inverter a diferença fenomenológica entre luto e depressão.
Dica para questões semelhantes
  • Não patologize o luto apenas pela intensidade do sofrimento; verifique também persistência, prejuízo funcional e contexto cultural, social e religioso.
  • Ao usar DSM-5-TR para luto prolongado, não aplique uma regra automática de 6 meses para qualquer reação de sofrimento.
  • Para diferenciar luto de depressão, observe a forma do sofrimento: no luto, tende a vir em ondas ligadas a recordações; na depressão, o humor negativo tende a ser mais contínuo.
  • Sinais como ideação suicida, autodestrutividade, perda persistente de sentido e isolamento prolongado funcionam como alertas clínicos de complicação.

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Comentários

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A alternativa CORRETA é a D.

Esta questão aborda a distinção clínica entre o processo de luto esperado e as complicações que o tornam patológico (atualmente classificado em manuais como o DSM-5-TR como Transtorno do Luto Prolongado).

A transição do luto normal para o patológico é marcada por sinais de desadaptação e risco. Enquanto a tristeza e a saudade são esperadas, sintomas como a perda de sentido na vida, isolamento social severo e ideação suicida indicam que o sujeito está paralisado no processo de elaboração, perdendo a capacidade de reinvestir sua libido ou interesse no mundo externo.

  • A: Incorreta. A intensidade da dor, isoladamente, não define patologia. O luto normal pode ser extremamente doloroso. O que diferencia o luto patológico (ou a melancolia, na perspectiva freudiana) é a baixa autoestima, o autorreproche e o sentimento de vazio interior, além da cronicidade.
  • B: Incorreta. Embora o DSM-5-TR estabeleça critérios temporais (geralmente 12 meses para adultos e 6 meses para crianças/adolescentes), a alternativa peca ao dizer que "qualquer reação" após seis meses é patológica. O diagnóstico deve sempre respeitar as normas culturais e religiosas (que a alternativa menciona, mas o tempo rígido de 6 meses para todos está impreciso conforme o manual para adultos).
  • C: Incorreta. Esta alternativa inverteu os conceitos. No luto normal, o sofrimento costuma ocorrer em ondas (pontadas de dor ligadas a lembranças). Já no transtorno depressivo ou no luto patológico complexo, o humor deprimido tende a ser mais contínuo, persistente e invasivo

OBSERVAÇÃO: FONTE GEMINI

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