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Q3155992 Medicina
“As pneumonias adquiridas na comunidade (PAC) permanecem uma das principais causas de morbimortalidade global, especialmente em pacientes idosos” (ATS/IDSA Guidelines for CAP, 2022). Sobre o manejo da PAC, analise o caso clínico a seguir:

Paciente masculino, 70 anos, com DPOC, apresenta febre, dispneia progressiva, e tosse com expectoração purulenta. Radiografia de tórax revela infiltrado lobar em base direita. Exames laboratoriais mostram leucocitose e PCR elevada.

Com base nesse caso, assinale a alternativa correta:
Alternativas

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Tema central: Manejo da pneumonia adquirida na comunidade (PAC) em idoso com DPOC: confirmar diagnóstico, estratificar gravidade e escolher antibiótico empírico adequado.

Diagnóstico e gravidade: Quadro típico de PAC: febre, dispneia, expectoração purulenta, infiltrado lobar e inflamação (leucocitose/↑PCR). A radiografia de tórax é suficiente para confirmar PAC na maioria dos casos. A decisão de internação deve considerar CURB-65/PSI e sinais de gravidade (hipoxemia, instabilidade). Idoso com DPOC tem maior risco de desfechos piores.

Terapia empírica: Em PAC grave, recomenda-se beta-lactâmico + macrolídeo (ex.: ceftriaxona + azitromicina) ou beta-lactâmico + fluoroquinolona respiratória (ex.: ceftriaxona + levofloxacino). Cobertura para MRSA/Pseudomonas só se houver fatores específicos (isolamento prévio, hospitalização recente com ATB IV, bronquiectasias, uso frequente de corticoide sistêmico etc.). Em ambulatório com comorbidades, usar amoxicilina-clavulanato + macrolídeo/doxiciclina ou fluoroquinolona respiratória. (ATS/IDSA 2019-2022; UpToDate; Harrison’s)

Alternativa correta – E: Pacientes com DPOC e PAC grave devem ser internados, e a antibióticoterapia empírica deve cobrir patógenos típicos (S. pneumoniae, H. influenzae, Moraxella) e atípicos (Mycoplasma, Chlamydophila, Legionella), modulada pelo risco individual para MRSA/Pseudomonas. Isso está alinhado às diretrizes ATS/IDSA.

Por que as demais estão incorretas?

A – Macrolídeo em monoterapia não é adequado em pacientes com comorbidades e em locais com alta resistência pneumocócica (>25%). Diretrizes recomendam combinação ou fluoroquinolona respiratória nesses casos.

B – Internação não é obrigatória para todos. Usa-se CURB-65/PSI e critérios clínicos para decidir local de tratamento. Muitos casos leves são ambulatoriais.

C – “Risco para patógenos resistentes” (MRSA/Pseudomonas) exige cobertura específica (piperacilina-tazobactam/cefepime/meropenem; vancomicina/linezolida), não apenas beta-lactâmico comum + macrolídeo. A combinação citada é para CAP típica/severa sem resistência.

D – Tomografia não é obrigatória. É reservada para dúvidas diagnósticas, complicações (abscesso, derrame complicado) ou falta de resposta ao tratamento. Radiografia geralmente basta.

Dicas de prova: 1) Use CURB-65/PSI para local de tratamento. 2) Evite macrolídeo isolado em comorbidades. 3) Só cubra MRSA/Pseudomonas se houver fatores claros. 4) RX de tórax é exame-chave inicial; TC é exceção.

Referências: ATS/IDSA CAP Guidelines 2019 (atualizadas e reafirmadas nos anos subsequentes), UpToDate (Community-acquired pneumonia in adults), Harrison’s Principles of Internal Medicine.

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