Considerando o uso do Índice de Risco Pulmonar de Torringto...
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Tema central: avaliação do risco de complicações pulmonares pós-operatórias (CPP) utilizando o Índice de Risco Pulmonar de Torrington e Henderson, que combina fatores do paciente, do procedimento e de função pulmonar para estimar risco.
Alternativa correta: C – Capacidade vital forçada (CVF) < 50% do previsto
Justificativa: O índice de Torrington e Henderson inclui parâmetros funcionais pulmonares como critério de risco, e a redução importante da CVF (< 50% do previsto) sinaliza baixa reserva ventilatória, predispondo a atelectasias, retenção de secreções e hipoxemia no pós-operatório, sobretudo após anestesia geral e cirurgias torácicas/abdominais superiores. Esse achado é um marcador robusto de CPP em diretrizes e revisões (ACCP/ATS; UpToDate; Harrison’s).
Como pensar na prova: índices de risco para CPP valorizam: sintomas/achados respiratórios (tosse produtiva, sibilância), função pulmonar reduzida (CVF/VEF1 baixas), tipo e local da cirurgia (torácica/abdome superior), duração da anestesia e urgência. Comorbidades não respiratórias isoladas tendem a não compor esses escores.
Análise das alternativas incorretas
A) Hipertensão controlada: não é componente do índice de Torrington e Henderson. Embora seja fator cardiovascular relevante, não prediz diretamente CPP e não integra os critérios desse escore.
B) Cirurgia abdominal nos últimos 6 meses: o índice considera o procedimento atual (p.ex., torácico ou abdome superior e tempo de anestesia), não cirurgias pretéritas. Histórico remoto não é item do escore.
D) IMC > 30 kg/m²: obesidade pode impactar mecânica respiratória, mas não é utilizado com esse corte no índice original. O Torrington-Henderson prioriza sítio cirúrgico, tempo de anestesia, achados respiratórios e função pulmonar; quando “obesidade” aparece em estudos antigos, não é pelo critério de IMC>30, e não é elemento central do escore.
E) Hemoglobina < 10 g/dL: anemia afeta transporte de O₂, mas não compõe o índice e não é preditor específico de CPP nesse escore. Fatores respiratórios e do procedimento têm maior peso.
Dica prática para a prova: ao ver escores de risco pulmonar, priorize itens respiratórios e do ato cirúrgico (função pulmonar, sintomas, sítio/tempo de cirurgia). Desconfie de opções focadas em comorbidades sistêmicas isoladas (HAS, anemia) ou históricos remotos.
Referências rápidas: UpToDate (Smetana GW. Perioperative pulmonary evaluation), Diretrizes ACCP/ATS para avaliação pré-operatória de risco pulmonar, Harrison’s Principles of Internal Medicine.
Gabarito: C
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