A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é reconhecida como u...
Gabarito comentado
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Gabarito: B
Tema central: Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é condição multifatorial, com interação de predisposição genética poligênica e fatores ambientais (sal, obesidade, sedentarismo, álcool), levando a aumento sustentado da pressão arterial e risco cardiovascular elevado (AVC, IAM, ICC, DRC).
Por que a alternativa B está correta? Na hipertensão essencial, o mecanismo dominante é o aumento da resistência vascular periférica, resultado de: disfunção endotelial (↓óxido nítrico, ↑endotelina-1), hiperatividade simpática, ativação do SRAA, rigidez arterial e rarefação microvascular. Esses fatores mantêm vasoconstrição e elevam a pressão. Evidências: Diretriz Brasileira de HAS (SBC 2020), ESC/ESH 2018/2023, Harrison’s e UpToDate.
Estratégia de prova: desconfie de termos como “exclusivamente”, “minimamente”, “forma mais prevalente” quando contrariam diretrizes; costumam indicar pegadinhas.
Análise das alternativas incorretas
- A – Afirma mutações específicas como causa predominante e pouca influência ambiental. Incorreta: a HAS essencial é multifatorial e poligênica; fatores ambientais têm grande impacto. Formas monogênicas existem, mas são raras (p.ex., Liddle, Gordon). Fontes: SBC 2020; Harrison’s.
- C – “Avental branco” sem implicações e sem acompanhamento. Incorreta: a hipertensão do avental branco tem risco cardiovascular intermediário e maior chance de evoluir para HAS sustentada; requer ABPM/HBPM e seguimento com mudanças de estilo de vida. Diretrizes ESC/ESH, SBC e UpToDate.
- D – Secundária como forma mais prevalente. Incorreta: a secundária corresponde a ~5–10% dos casos. Entre causas endócrinas, o hiperaldosteronismo primário é o mais comum; feocromocitoma é raro. Suspeitar em HAS resistente, início precoce, hipocalemia, crises adrenérgicas. Fontes: SBC 2020; ESC/ESH 2018/2023.
- E – Diagnóstico exclusivamente em consultório com medida única. Incorreta: exige múltiplas medidas em ≥2 visitas e/ou ABPM/HBPM para confirmar e detectar mascarada ou avental branco. Pontos de corte usuais: consultório ≥140/90; ABPM 24h ≥130/80; vigília ≥135/85; sono ≥120/70; HBPM ≥135/85 (SBC 2020; ESC/ESH).
Aplicação prática (diagnóstico): padronize a aferição (repouso 5 min, manguito adequado, 2–3 medidas), repita em visitas diferentes e, quando possível, confirme com ABPM/HBPM. Isso reduz falsos diagnósticos e orienta melhor a conduta.
Referências essenciais: Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial – SBC 2020; ESC/ESH Guidelines 2018/2023; ACC/AHA 2017; Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (Hypertension in adults).
Resumo para a prova: lembre-se de que a HAS essencial decorre sobretudo de ↑resistência periférica; diagnóstico não se faz com medida única; “avental branco” requer acompanhamento; secundária é minoria.
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