Sobre helmintoses que acometem cães e gatos, leia as afirma...
I. A contaminação ambiental por ovos é fator importante na reintrodução do parasita.
II. A vermifugação periódica auxilia no controle, porém deve considerar rotatividade de princípios ativos.
III. As verminoses não apresentam potencial zoonótico, dispensando alertas ao tutor.
IV. A higienização de ambientes e recipientes de alimentação é essencial para reduzir riscos.
Estão CORRETAS as afirmativas:
Gabarito comentado
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Gabarito: A — I, II e IV.
Tema central: controle de helmintoses em cães e gatos e seu impacto em saúde única (animal–ambiente–humano). Envolve fontes de reinfecção, protocolos de vermifugação, risco zoonótico e medidas de higiene.
Por que a alternativa A está correta?
I. Contaminação ambiental por ovos: Ovos de Toxocara spp. e Echinococcus são muito resistentes e permanecem viáveis por meses no solo, facilitando reinfecção de animais e pessoas. Limpeza rápida das fezes é crucial. Evidência: ESCCAP Guideline 01 (Worm Control in Dogs and Cats, 2023); CAPC (Companion Animal Parasite Council, 2023).
II. Vermifugação periódica e rotatividade: Desverminação regular reduz carga parasitária e risco ambiental. Considerar rotatividade de classes ativas pode ajudar a ampliar espectro e mitigar seleção de resistência, especialmente diante de relatos de Ancylostoma caninum multirresistente. Referências: ESCCAP 01; CAPC 2023; relatos recentes de resistência em A. caninum na literatura veterinária.
IV. Higienização de ambientes e recipientes: Remoção diária de fezes, lavagem de comedouros/bebedouros e controle de vetores (pulgas para Dipylidium caninum) reduzem ovos/larvas no ambiente. Diretrizes: ESCCAP 01; WSAVA One Health.
Por que a III está errada? A afirmação de que “verminoses não têm potencial zoonótico” é falsa. Toxocara spp. causa larva migrans visceral/ocular em humanos (CDC/WHO), Ancylostoma spp. causa larva migrans cutânea, Echinococcus causa hidatidose, e Dipylidium caninum pode infectar crianças via ingestão de pulgas. Portanto, é obrigatório orientar tutores.
Análise das alternativas incorretas
B (I e III): inclui a III, que nega zoonose — conceitualmente incompatível com diretrizes CDC/CAPC/ESCCAP.
C (II e III): idem, carrega o erro crítico da III.
D (I, II, III e IV): torna a falsa III “verdadeira”, invalidando o conjunto.
Estratégias para prova:
- Desconfie de absolutismos como “não apresentam potencial zoonótico”: em parasitologia, costuma ser pegadinha.
- Relacione “ambiente contaminado” com reinfeção crônica e necessidade de higiene.
- Em “vermifugação”, pense em: início precoce (filhotes), periodicidade, classe ativa adequada, evitar subdosagem e considerar rotatividade quando pertinente.
Prática recomendada (resumo): coleta diária de fezes; controle de pulgas; vermifugação conforme idade/risco (CAPC/ESCCAP); testes fecais periódicos; educação do tutor sobre zoonoses.
Referências essenciais: ESCCAP Guideline 01 – Worm Control in Dogs and Cats (2023); CAPC Recommendations (2023); WSAVA One Health; CDC – Toxocariasis.
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