Um surto de brucelose ocorreu em rebanho bovino, afetando t...
Gabarito comentado
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Tema central: Brucelose bovina (Brucella abortus), zoonose de alta importância sanitária que compromete a reprodução (abortos no terço final, retenção de placenta, infertilidade, orquite) e exige notificação obrigatória e medidas de controle oficiais.
Alternativa correta: D — Descarte (abate sanitário) dos positivos + vacinação do rebanho susceptível + biossegurança, conforme programas oficiais (PNCEBT/MAPA; diretrizes WOAH/OIE). O racional técnico: animais soropositivos são fontes persistentes de infecção; o tratamento em bovinos não elimina portadores e é desaconselhado. A vacinação de bezerras (B19 ou RB51, em geral 3–8 meses) reduz a incidência. Biossegurança (quarentena, manejo do parto/aborto, descarte correto de fetos e anexos, higiene e EPIs) corta rotas de transmissão. Essa combinação é o padrão ouro de controle populacional segundo PNCEBT (Instrução Normativa MAPA nº 10/2017 e atualizações) e o Terrestrial Animal Health Code da WOAH.
Diagnóstico na prática: surto com abortos + testes sorológicos. Triagem: Antígeno Acidificado Tamponado (AAT/Rosa de Bengala), teste do anel do leite (rebanhos leiteiros). Confirmação: fixação de complemento, ELISA, FPA. Isolamento bacteriano é referência, porém pouco factível no campo. Em prova, palavras-chave como “aborto + notificação obrigatória + sorologia” apontam para brucelose e, portanto, para testar e descartar + vacinar.
Fisiopatologia resumida: Brucella invade macrófagos, dissemina-se e tem tropismo por útero gestante (eritritol), causando placentite e aborto; em machos, epididimo-orquite. Alta eliminação bacteriana em material de aborto e leite eleva a contagiosidade e risco zoonótico (febre ondulante em humanos).
Por que as outras alternativas estão erradas?
A — “Comercializar positivos” é ilegal e anti-sanitário. Brucella não é de “baixa patogenicidade”; é zoonótica e altamente transmissível. Movimentação deve ser restrita (quarentena) segundo PNCEBT/WOAH.
B — “Abolir diagnóstico” contraria a notificação compulsória e a vigilância exigidas por programas oficiais. Brucelose tem alta relevância sanitária e impacto econômico e em saúde pública.
C — “Somente tratamento” é contraindicado em bovinos: regimes antibióticos longos são ineficazes no controle populacional, favorecem portadores e não são aceitos em políticas de erradicação. O eixo é testar–descartar–vacinar–biossegurança.
Dica de prova: Diante de zoonose reprodutiva com abortos, procure por “test-and-slaughter + vacinação de bezerras + biossegurança” como conjunto de medidas. Cuidado com pegadinhas que sugerem apenas vacinação ou apenas tratamento.
Referências-chave: PNCEBT/MAPA (IN nº 10/2017 e atualizações); WOAH Terrestrial Animal Health Code; Manual de Diagnóstico de Brucelose (WOAH).
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