Existem diversas formas de se fazer a contenção e a derruba...
Gabarito comentado
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Tema central: escolha do método de derrubada (casting) de bovinos com menor risco de lesões ao úbere nas vacas e ao pênis/prepúcio nos touros, além de baixo risco de sufocamento, respeitando o bem-estar animal e a segurança do manejo.
Alternativa correta: B – Método de Burley
O Método de Burley utiliza hobble/amarrações nos membros do mesmo lado (metacarpo e metatarso), com tração controlada que aproxima os membros e induz decúbito lateral de forma progressiva, sem laços constritivos no tórax ou abdômen. Consequências práticas: - Menor compressão torácica → baixo risco de sufocamento; - Sem pressão direta sobre o úbere ou região prepucial → baixa incidência de traumas; - Adequado para animais acostumados ao manejo diário (vacas leiteiras e touros reprodutores), permitindo queda mais controlada e silenciosa, alinhado ao manejo de baixo estresse (Grandin).
Por que as demais estão incorretas
A – Método italiano: varia de técnicas com laços no tórax/abdômen e giro rápido. A compressão de tórax e região inguinoabdominal aumenta o risco de dispneia e de contusão de úbere/prepúcio, especialmente em vacas de alta produção e touros pesados. Não é a primeira escolha quando o critério é minimizar lesões.
C – Método de Jong (De Jong): utiliza múltiplos enforcadores ao longo do corpo para induzir a queda. Embora eficaz, envolve compressão abdominal/esternal, com maior probabilidade de trauma em úbere/prepúcio e comprometimento respiratório em animais pesados.
D – Método de Rueff: clássico com meios-golpes (half hitches) ao redor do tórax e abdômen. É prático em campo, mas reconhecidamente pode causar compressão toracoabdominal, com risco superior de sufocamento e de lesões no úbere e na região prepucial ao momento da queda/rolamento.
E – Método australiano: baseia-se em hobbles/cordas com derrubada rápida, útil em sistemas extensivos e animais pouco mansos. A queda tende a ser menos controlada, aumentando a chance de traumas, inclusive no úbere e prepúcio, e não é o mais indicado quando a prioridade é reduzir lesões e asfixia.
Estratégia de prova: quando o enunciado destaca “baixa incidência de lesões em úbere/prepúcio e menor risco de sufocamento”, prefira técnicas que atuam nos membros e evitam laços toracoabdominais — isso aponta para o Burley.
Referências e boas práticas: WOAH (OIE) Terrestrial Animal Health Code – Welfare during handling and restraint; Temple Grandin — Low-Stress Cattle Handling; Fubini & Ducharme, Farm Animal Surgery; Weaver, St-Jean & Steiner, Bovine Surgery and Lameness.
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