Na malária pelo P. vivax e P.ovale, os esporozoítas, além de...
Na malária pelo P. vivax e P.ovale, os esporozoítas, além de diferenciarem-se em esquizontes hepáticos, dão origem também a formas de latência chamadas hipnozoítas, que permanecem no parênquima hepático e só evoluem para esquizontes meses ou anos após o ataque inicial. Os merozoítas liberam-se, assim, de maneira assincrônica, originando uma ou mais recaídas. Isto faz com que, para P. vivax e P. ovale, seja necessária a utilização de uma droga eficaz contra os hipnozoítas, visto que o tratamento apenas das formas sanguíneas não evitaria o desenvolvimento posterior destas formas de latência.
No Brasil, a tafenoquina (TQ), utilizada em esquema simplificado de dose única, foi incorporada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para a cura radical da malária por Plasmodium vivax, condicionada à realização prévia do teste quantitativo da atividade da enzima glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD).
Demonstrada a atividade adequada da enzima G6PD (≥ 6,1 UI/gHb), a tafenoquina poderá ser usada na terapêutica da malária não grave causada pelo P. vivax em