É possível dizer que “Conhecer a distribuição de renda da p...
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Ano: 2025
Banca:
IBGP
Órgão:
PBH Ativos S.A.
Prova:
IBGP - 2025 - PBH Ativos S.A. - Técnico Administrativo |
Q4350294
Português
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INSTRUÇÕES: Leia o artigo publicado pela colunista Priscilla Bacalhau para o jornal Folha de São Paulo e responda
à questão.
Pobreza além da renda: as crianças e jovens pobres no Brasil
Entendimento mais amplo do conceito pode classificar famílias
dependendo do nível de acesso a serviços que elas têm
Priscilla Bacalhau 23.jan.2025 às 19h24
Dispor de apenas um salário mínimo ou menos para sustentar toda uma família. Acordar e não ter o que comer.
Trabalhar de sol a sol fazendo bicos, desde muito jovem. Fazer da merenda escolar a única ou principal refeição do dia.
Não conseguir comprar bens de consumo básicos.
Estas situações estão associadas ao que entendemos por ser pobre. Mas a pobreza afeta muitos aspectos no bem-estar das pessoas além da medida monetária do quanto se ganha ou gasta.
Um entendimento mais amplo do conceito de pobreza pode classificar famílias que tenham a mesma renda em
níveis diferentes, dependendo do nível de acesso a serviços que elas têm. Uma família de quatro pessoas vivendo com
um salário mínimo, que viva em um local com acesso à água encanada, sistema de esgoto, boas escolas e posto de saúde
eficiente, pode ter mais qualidade de vida que outra família de mesmo tamanho, mas sem acesso a estes serviços.
Conhecer a distribuição de renda da população dá alguma visão do nível de pobreza em que as pessoas vivem, mas não
é suficiente para entender quão multifacetadas podem ser as privações.
No último dia 16, o Unicef publicou um relatório que analisa a pobreza multidimensional vivenciada por crianças
e adolescentes no Brasil. A metodologia do estudo incorpora oito dimensões para medir a pobreza infantil: educação,
acesso à informação, trabalho infantil, moradia, água, saneamento, renda e segurança alimentar.
Utilizando dados da Pnad Contínua (IBGE), o estudo analisa o acesso das crianças e adolescentes a direitos
básicos, classificando-os em sem privação, privação intermediária ou extrema. Considere crianças que vivem em
domicílio com renda mensal de até R$ 209 por pessoa, sem água encanada ou acesso à internet e em situação de
insegurança alimentar grave. Este seria um caso de privação extrema.
Os resultados descritos no relatório indicam que mais da metade da população brasileira até 17 anos (55,9%) vive
em privação de algum direito. Ainda é muito, mas vem diminuindo: em 2017 eram 62,5%. A melhoria é proveniente,
principalmente, das dimensões de renda e informação. Ou seja, diminuiu a proporção dessa população que vive em
famílias com renda abaixo das linhas de pobreza monetária ou sem acesso à internet no último ano ou televisão em casa.
As privações extremas também diminuíram no período, com contribuições relevantes das dimensões renda,
saneamento e moradia. Esta última dimensão indica que está caindo a quantidade de pessoas de até 17 anos que vivem
em um quarto com mais de quatro pessoas ou em moradia cujas paredes e teto são de material inadequado.
Por outro lado, as dimensões de educação e segurança alimentar não apresentaram melhoras notáveis. O período
analisado, que atravessa as consequências da pandemia de Covid-19, ainda deixa sequelas no bem-estar.
Atraso escolar, crianças não alfabetizadas na idade certa e em situação de insegurança alimentar ainda são uma
realidade para milhões de brasileiros, com marcantes desigualdades raciais e regionais. Mesmo com avanços
econômicos, combater a pobreza infantil exige reconhecer a complexidade das privações vividas por essas crianças,
indo além de questões financeiras para garantir um futuro mais digno.
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/priscilla-bacalhau/2025/01/pobreza-alem-da-renda-as-criancas-e-jovens-pobres-no-brasil.shtml Acesso em: 24 jan. 2025
É possível dizer que “Conhecer a distribuição de renda
da população”, como afirma a articulista, é fundamental,
mas não suficiente, para se abordar a pobreza porque: