A Síndrome Compartimental é uma complicação grave de fratur...
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Gabarito comentado
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Gabarito: C
Fundamento decisivo: Na síndrome compartimental aguda, o achado clínico precoce mais importante é dor intensa desproporcional ao trauma, sobretudo quando piora com o estiramento passivo da musculatura do compartimento acometido; como o enunciado pede o sinal precoce em fraturas de risco, esse é o critério que sustenta o gabarito C.
- Se a pergunta pedir sinal precoce de síndrome compartimental, priorize dor fora de proporção ao trauma e dor ao estiramento passivo do compartimento acometido.
- Não use ausência de pulso, palidez ou paralisia como critério inicial de suspeição; esses achados tendem a ser tardios.
- Em fraturas de tíbia e antebraço, mantenha a síndrome compartimental como complicação local de alto risco.
- Se a alternativa trouxer petéquias, hipoxemia e alteração neurológica, pense em embolia gordurosa, não em síndrome compartimental.
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Comentários
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A alternativa correta é a C.
Vamos analisar cada opção:
A) Paralisia motora completa dos dedos, demonstrando que houve secção nervosa traumática no momento exato da fratura.
INCORRETO. A paralisia na síndrome compartimental é um sinal tardio, geralmente irreversível, causado pela isquemia dos nervos devido ao aumento da pressão dentro do compartimento, e não por uma secção nervosa traumática inicial.
B) Ausência de pulso distal (sinal de pulselessness), que ocorre nos estágios iniciais da síndrome devido à oclusão total das artérias principais pelo edema ósseo.
INCORRETO. A ausência de pulso é um sinal tardio e grave. A pressão necessária para ocluir uma artéria principal é muito alta. Nos estágios iniciais, a pressão compartimental já compromete a microcirculação e os nervos, mas pode não ser suficiente para obliterar o pulso arterial palpável. Esperar a ausência de pulso para diagnosticar pode resultar em danos permanentes.
C) Dor intensa, desproporcional à lesão aparente e que não cede aos analgésicos opioides comuns, agravando-se com a extensão passiva dos dedos do membro afetado (sinal de estiramento).
CORRETO. Este é o sinal clínico mais precoce e importante da síndrome compartimental. A dor é o primeiro sintoma, seguido pela parestesia. A dor à extensão passiva dos músculos do compartimento afetado é um achado fundamental que o técnico de enfermagem deve reconhecer e comunicar imediatamente.
D) Palidez cutânea e cianose de extremidades, indicando que a pressão intracompartimental já superou a pressão arterial sistólica do paciente.
INCORRETO. A palidez (pallor) também é um sinal tardio, assim como a ausência de pulso. A alteração da cor da pele não é um sinal precoce confiável.
E) Presença de petéquias na região axilar e torácica, associada a confusão mental e hipoxemia, características exclusivas da compressão muscular.
INCORRETO. Esta descrição não corresponde à síndrome compartimental. Petéquias na região torácica e confusão mental podem estar associadas a embolia gordurosa (complicação de fraturas de ossos longos) ou a outros quadros sistêmicos, não sendo características da síndrome compartimental.
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