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Q3578938 Veterinária
Para o sucesso do procedimento cirúrgico, é primordial  realizar uma avaliação completa e sistemática de todos os pacientes. Devem ser avaliadas: condição física, estado mental, temperatura retal, auscultas cardíaca e pulmonar, coloração de mucosas, tempo de preenchimento capilar, hidratação, palpação abdominal e alterações em linfonodos. Animais que sofreram trauma devem ser avaliados quanto à viabilidade das vias aéreas, alterações nos tratos gastrintestinal e urinário, além de passar por avaliação ortopédica e neurológica.
Assinale a alternativa que corretamente indica a que se refere essa definição:
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: o enunciado descreve uma avaliação clínica sistemática prévia ao procedimento cirúrgico, contemplando sinais vitais, inspeção de mucosas, TPC, hidratação, auscultas, palpação abdominal, linfonodos e, em trauma, checagem de vias aéreas, sistemas respiratório e urinário, além dos eixos ortopédico e neurológico. Isso define o Exame físico.

Justificativa da alternativa correta (D – Exame físico): O exame físico é a avaliação objetiva e direta do paciente por inspeção, palpação, ausculta e mensuração de sinais (ex.: temperatura retal, mucosas e TPC – tempo de preenchimento capilar, indicador de perfusão). Em trauma, segue-se uma abordagem tipo ABCDE (vias aéreas, respiração, circulação, déficit neurológico e exposição/lesões), compatível com o que foi descrito. Essa é a base da estratificação de risco anestésico e decisão terapêutica em pequenos animais (Fossum – Small Animal Surgery; Ettinger & Feldman – Textbook of Veterinary Internal Medicine; AAHA Anesthesia and Monitoring Guidelines, 2020).

Por que as outras alternativas estão incorretas?

  • A – Exames laboratoriais: são complementares (hemograma, bioquímica, urinálise). Não incluem auscultas, TPC, ou palpação. Servem para aprofundar achados do exame físico, não o substituem.
  • B – Histórico do animal: refere-se ao passado clínico (vacinação, doenças, cirurgias, dieta). É parte do prontuário, mas não constitui a avaliação direta do estado atual.
  • C – Anamnese: é a entrevista com o tutor para identificar queixas, tempo de evolução e exposições. Não envolve medir temperatura, auscultar pulmões ou palpar abdômen.
  • E – Estabilização do paciente: é a conduta terapêutica em emergência (oxigênio, fluidoterapia, analgesia, controle de hemorragia). O enunciado descreve avaliação, não o tratamento.

Estratégia para a prova: quando o enunciado listar ações como auscultar, palpar, avaliar mucosas/TPC, checar hidratação e linfonodos, pense em exame físico. Se focar em perguntas ao tutor → anamnese; se falar de hemograma/bioquímica → laboratório; se descrever fluidos/oxigênio → estabilização.

Dica clínica: TPC normal é ~1–2 s; mucosas róseas e úmidas sugerem boa perfusão; ausculta cardíaca e pulmonar detecta sopros e ruídos adventícios; palpação abdominal avalia dor, massas e vísceras; em trauma, priorize vias aéreas e ventilação antes de avançar para ortopedia/neurologia (Silverstein & Hopper – Small Animal Emergency and Critical Care; RECOVER guidelines, JVECC).

Gabarito: D — Exame físico.

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