Sobre a semiologia do sistema respiratório dos animais domé...
Gabarito comentado
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Tema central: Semiologia respiratória em animais domésticos. Na avaliação clínica, a primeira etapa é a inspeção à distância, pois o toque excita o animal, altera a frequência respiratória (FR) e pode modificar o padrão respiratório (costal/abdominal). Fatores fisiológicos (idade, gestação), ambientais (temperatura/umidade) e emocionais interferem na FR e no esforço respiratório (Feitosa – Semiologia Veterinária; Ettinger & Feldman; Radostits).
Alternativa correta – A: Observar o animal sem manipulação inicial é conduta clássica em semiologia. Excitação e contenção geram taquipneia e aumentam o esforço ventilatório, mascarando achados como batimento de asa de nariz, posição ortopneica e padrão de dispneia. Assim, mede-se a FR e o tipo de respiração de forma mais fidedigna. Referências: Feitosa; Radostits; Ettinger & Feldman.
Por que as demais estão incorretas:
B) Em prenhez, há aumento fisiológico do drive respiratório (progesterona) e redução da complacência torácica/elevação do diafragma no terço final, podendo ocorrer discreta taquipneia normal. Logo, não é correto considerar qualquer alteração como patológica (Ettinger & Feldman; Radostits).
C) Definição invertida. Taquipneia = FR aumentada; bradipneia = FR diminuída. Em veterinária, “polipneia” também é usada para respiração rápida e superficial. A alternativa descreve bradipneia como taquipneia, portanto está conceitualmente errada (Feitosa).
D) Temperatura e umidade interferem diretamente na FR. Cães e ruminantes usam arfar para termorregulação; calor e alta umidade elevam FR por aumentar a necessidade de dissipação de calor e reduzir eficiência de evaporação. Em estresse térmico, bovinos podem duplicar a FR (Radostits). Logo, a afirmação é falsa.
E) A FR varia com a idade. Neonatos/filhotes têm FR mais alta por maior taxa metabólica e menor complacência pulmonar; adultos apresentam FR mais baixa. Exemplos usuais: cães 10–30 irpm (filhotes frequentemente no limite superior), equinos 8–16, ovinos/caprinos 20–40. Portanto, não é o mesmo parâmetro para jovens e adultos (Feitosa; Radostits).
Estratégias para a prova:
- Procure expressões-chave: “sem tocar”, “taquipneia”, “idade”, “gestação”, “temperatura/umidade”.
- Cheque definições: taquipneia x bradipneia x polipneia.
- Lembre-se de fatores fisiológicos que mudam a FR (idade, prenhez, ambiente, estresse).
- Meça FR preferencialmente em repouso e sem estímulos; conte por 30–60 s observando movimentos torácicos/abdominais.
Referências de apoio: Feitosa F.L. Semiologia Veterinária; Ettinger & Feldman. Textbook of Veterinary Internal Medicine; Radostits et al. Veterinary Medicine. Esses compêndios corroboram a necessidade de inspeção à distância e a influência de idade, gestação e ambiente na FR.
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