Paciente de 32 anos, previamente hígido, é trazido à emergên...

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Q3882756 Medicina
Paciente de 32 anos, previamente hígido, é trazido à emergência em crise convulsiva tônico-clônica generalizada há 7 minutos. Sinais vitais estáveis, acesso venoso periférico já puncionado.
Após as medidas iniciais de via aérea e proteção física, a primeira conduta farmacológica mais adequada, segundo os protocolos atuais, é
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Crise tônico-clônica generalizada em curso há 7 minutos deve ser tratada imediatamente como estado de mal epiléptico convulsivo; com acesso venoso já disponível, a primeira intervenção farmacológica é benzodiazepínico IV, com avanço para antiepiléptico de segunda linha se a crise persistir, o que torna a alternativa A a correta.

Tema central: Estado de mal epiléptico convulsivo
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A segue a sequência terapêutica correta do manejo agudo da convulsão prolongada: benzodiazepínico IV é a primeira linha porque tem efeito anticonvulsivante rápido na fase aguda, interrompendo a atividade convulsiva por potencialização da neurotransmissão inibitória GABAérgica. Como o paciente já tem acesso venoso e permanece convulsionando há mais de 5 minutos, diazepam IV é conduta compatível com esse manejo; a possibilidade de repetir uma vez em curto intervalo e, se necessário, iniciar antiepiléptico de segunda linha mantém a ordem correta do tratamento.
B
Errada
Está errada porque fenitoína é droga de segunda linha no estado de mal epiléptico convulsivo e não substitui o benzodiazepínico como primeira intervenção farmacológica enquanto o paciente ainda convulsiona. O erro é pular a etapa inicial de abortamento rápido da crise, já que o início de ação anticonvulsivante da fenitoína não a torna a escolha inicial para cessar imediatamente a convulsão em curso.
C
Errada
Está errada por dois motivos médicos concretos: durante convulsão ativa a via oral é impraticável e insegura, e seu início de ação é incompatível com a urgência do quadro. Além disso, a base afirma que levetiracetam, quando usado nesse contexto, entra como opção de segunda linha em formulação parenteral, não como 500 mg VO para abortar crise em andamento.
D
Errada
Está errada porque convulsão contínua por mais de 5 minutos não deve ser manejada com observação expectante até 30 minutos; isso caracteriza situação que exige tratamento farmacológico imediato. O possível rebaixamento do nível de consciência associado ao benzodiazepínico não contraindica seu uso nesse cenário e não justifica omitir a droga de primeira linha diante de convulsão ativa.
E
Errada
Está errada porque haloperidol não é anticonvulsivante de escolha para cessar atividade epiléptica. Trata-se de antipsicótico, sem papel como primeira linha no abortamento de crise convulsiva, e a base ainda destaca que pode reduzir o limiar convulsivo, tornando a escolha tecnicamente inadequada.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre reconhecer que a crise já dura mais de 5 minutos e concluir, de forma errada, que se deve pular o benzodiazepínico e iniciar direto uma droga de segunda linha como fenitoína.
Dica para questões semelhantes
  • Se a convulsão tônico-clônica dura mais de 5 minutos, pense em tratamento imediato como estado de mal epiléptico convulsivo.
  • Com acesso venoso disponível, a primeira droga para abortar a crise é benzodiazepínico IV; antiepiléptico de segunda linha vem se houver persistência.
  • Em convulsão ativa, descarte alternativas com via oral, porque são inseguras e lentas para a fase aguda.
  • Não confunda fármaco para agitação com fármaco anticonvulsivante: haloperidol não é droga de abortamento de crise epiléptica.

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