Com base no texto 'Ética', leia as afirmativas a seguir: I...

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Q1608638 Português

Ética

Paulo Roberto Martinez Lopes

Secretário-Executivo Comissão de Ética do DNIT

Brasília - DF


A ética representa uma abordagem sobre as constantes morais, aquele conjunto de valores e costumes mais ou menos permanentes no tempo e uniforme no espaço. A moral administrativa é imposta ao agente público para sua conduta interna, segundo as exigências da instituição a que serve, e a finalidade de sua ação: o bem comum.

A ética na administração e a moralidade administrativa não representam senão uma das faces da moralidade pública que se sujeita ao controle social, pois a moralidade é encontrada nos julgamentos que as pessoas fazem sobre a conduta e não na própria conduta. E tratando-se de moralidade pública, torna-se imperioso reivindicar-se alto grau de generalidade e autoridade, resultando, então, do julgamento respectivo, em caráter objetivo e público, não um ato individual e privado.

As leis e normas são de caráter impositivo, tendo o agente público o dever de cumpri-las, e tendo que responder pelo seu não cumprimento. Já a conduta ética é de caráter pessoal, o agente público tem a responsabilidade de ser ético. Porém sem jamais deixar de respeitar e cumprir o princípio constitucional da moralidade administrativa. 

E o que é ser ético?

Ser ético é ter a certeza que sua função é pública, e que tem a obrigação de tratar ao público e aos colegas de serviço com toda dignidade, honra, eficiência, honestidade e muito respeito. 

Ser ético é ter o zelo necessário para com o patrimônio público, evitando ao máximo o desperdício e o descaso. Ao ser ético, o agente público estará automaticamente cumprindo a maioria de nossa legislação administrativa.

Ao falarmos de conduta ética na administração pública, não podemos nos omitir em citar o crescente conflito de interesse hoje existente na Administração. Devido principalmente ao crescente número de nomeações para cargos em comissão ou de provimento especial, que na sua grande maioria são ocupados por pessoas que não pertencem ao quadro efetivo de servidores da administração pública, podemos observar a crescente confusão entre o público e o privado e em sua maioria de casos, colaborando e facilitando atos de improbidade administrativa e desvios de conduta ética. Devemos observar que na expressão interesse público agrega-se o valor de moralidade, ética, independência, honestidade objetiva e subjetiva da administração em relação a rigorosamente todos os assuntos que dizem respeito às relações da Administração no âmbito interno e externo.


Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/2m2kLA3 (acesso em 26/09/2019)

Com base no texto 'Ética', leia as afirmativas a seguir:
I. A partir da leitura do texto, é possível inferir que os desvios éticos são culturais no Brasil, e, portanto, afirma o autor, tentar evitá-los é sempre um esforço improdutivo no contexto da Administração Pública. II. O autor defende que a ética na administração e a moralidade administrativa não representam senão uma das faces da moralidade pública que se sujeita ao controle social. III. De acordo com o texto, as leis e normas são de caráter impositivo, tendo o agente público o dever de cumpri-las, e tendo que responder pelo seu não cumprimento. Já a conduta ética, explica o autor, é de caráter pessoal. Ou seja, o agente público tem a responsabilidade de ser ético, sem jamais deixar de respeitar e cumprir o princípio constitucional da moralidade administrativa.
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Tema central da questão: Interpretação de texto e análise de coerência textual. O aluno precisa identificar quais afirmativas se alinham fielmente ao conteúdo apresentado pelo autor, exigindo leitura atenta e análise semântica rigorosa.

Justificativa para a alternativa correta (Letra C): Para determinar a alternativa correta, o candidato deve comparar as ideias das afirmativas ao texto original, identificando equivalências de sentido, ausência de contradições e o respeito à coerência textual, conforme abordam Koch & Travaglia em "Texto e Coerência".

Análise das afirmativas:

Afirmativa IIncorreta. O texto não afirma que desvios éticos são culturais nem que evitar tais desvios é "improdutivo". Pelo contrário, o autor valoriza o esforço ético na Administração Pública. Este é um exemplo típico de desviu de sentido (falsa inferência), questão comum em concursos.

Afirmativa IICorreta. Literalmente reproduzida do texto: "A ética na administração e a moralidade administrativa não representam senão uma das faces da moralidade pública que se sujeita ao controle social". Aqui, aplica-se o conceito de fidelidade do enunciado ao original, critério básico de interpretação.

Afirmativa IIICorreta. Relaciona que leis e normas são de cumprimento obrigatório, ao passo que a ética é pessoal, mas fundamental e nunca dissociada do princípio da moralidade. O texto afirma explicitamente esses pontos, mostrando complementaridade entre ética e legislação.

Estratégia de prova: Atente-se a distorções do conteúdo (como em I) e busque palavras-chave que mostrem aderência literal das afirmativas ao texto. Lembre-se: afirmações extremamente negativas ou generalizadas (ex: "sempre", "nunca", "improdutivo") costumam indicar pegadinha.

Referências e fundamentação: Conforme Evanildo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa), a interpretação exige leitura ativa, reinterpretação de enunciados e conferência da coerência interna de cada alternativa.

Portanto, letra C é a correta, pois somente II e III estão de acordo com o texto.

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Comentários

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I. A partir da leitura do texto, é possível inferir que os desvios éticos são culturais no Brasil, e, portanto, afirma o autor, tentar evitá-los é sempre um esforço improdutivo no contexto da Administração Pública.

(Errado, nenhuma passagem do texto diz que os desvios éticos são culturais)

II. O autor defende que a ética na administração e a moralidade administrativa não representam senão uma das faces da moralidade pública que se sujeita ao controle social.

(Correto, segundo parágrafo do texto)

III. De acordo com o texto, as leis e normas são de caráter impositivo, tendo o agente público o dever de cumpri-las, e tendo que responder pelo seu não cumprimento. Já a conduta ética, explica o autor, é de caráter pessoal. Ou seja, o agente público tem a responsabilidade de ser ético, sem jamais deixar de respeitar e cumprir o princípio constitucional da moralidade administrativa.

(Correto, terceiro parágrafo do texto)

GABARITO C.

A questão de interpretação de texto e quer que analisemos as afirmações abaixo. Vejamos:

 . 

I. A partir da leitura do texto, é possível inferir que os desvios éticos são culturais no Brasil, e, portanto, afirma o autor, tentar evitá-los é sempre um esforço improdutivo no contexto da Administração Pública. 

Errado. Em momento algum do texto o autor fala que os desvios éticos são culturais no Brasil e muito menos ele fala que tentar evitar os desvios é sempre um esforço IMPRODUTIVO no contexto da Administração Pública.

 . 

II. O autor defende que a ética na administração e a moralidade administrativa não representam senão uma das faces da moralidade pública que se sujeita ao controle social. 

Certo. É exatamente o que o texto traz no segundo parágrafo do texto.

Texto: "A ética na administração e a moralidade administrativa não representam senão uma das faces da moralidade pública que se sujeita ao controle social, pois a moralidade é encontrada nos julgamentos que as pessoas fazem sobre a conduta e não na própria conduta.".

 . 

III. De acordo com o texto, as leis e normas são de caráter impositivo, tendo o agente público o dever de cumpri-las, e tendo que responder pelo seu não cumprimento. Já a conduta ética, explica o autor, é de caráter pessoal. Ou seja, o agente público tem a responsabilidade de ser ético, sem jamais deixar de respeitar e cumprir o princípio constitucional da moralidade administrativa.

Certo. É exatamente o que o texto traz no terceiro parágrafo do texto.

Texto: "As leis e normas são de caráter impositivo, tendo o agente público o dever de cumpri-las, e tendo que responder pelo seu não cumprimento. Já a conduta ética é de caráter pessoal, o agente público tem a responsabilidade de ser ético. Porém sem jamais deixar de respeitar e cumprir o princípio constitucional da moralidade administrativa."

 . 

Gabarito: Letra C

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