Sobre gestantes usuárias de crack, pode-se afirmar: 

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Q4238314 Psiquiatria
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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A Recomendação nº 011/2016 do CNS, com base na Nota Técnica Conjunta nº 001/2015, afasta afastamento automático ou perda de guarda pelo uso de crack na gestação e exige avaliação cautelosa antes de qualquer separação compulsória.

Tema central: vínculo mãe-bebê
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque o uso de crack na gestação, isoladamente, não autoriza afastamento automático do recém-nascido nem perda de guarda. O critério aplicável é a vedação de separação compulsória por mero uso da substância.
B
Errada
Está errada porque transforma em regra obrigatória o pré-natal em serviços especializados e/ou de alta complexidade. A base fala em garantia de acesso a pré-natal de qualidade, atendimento diferenciado e articulação em rede, sem impor universalmente esse nível de atenção para toda gestante usuária de crack.
C
Errada
Está errada porque generaliza como comum uma síndrome de abstinência neonatal com necessidade de cuidados intensivos ao nascimento. A base não sustenta isso como regra clínica típica para exposição intrauterina a crack/cocaína; a incorreção decorre do excesso de generalização, não da negativa absoluta de possíveis complicações em casos individuais.
D
Errada
Está errada porque nega a necessidade de intervenção durante a gestação. Isso contraria diretamente a diretriz de cuidado integral, com pré-natal de qualidade, atendimento diferenciado e articulação assistencial e de proteção social já no período gestacional.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi tratar vulnerabilidade e necessidade de proteção como se autorizassem automaticamente a retirada do bebê, quando a diretriz afirma o oposto: preservar o vínculo mãe-bebê sempre que possível.
Dica para questões semelhantes
  • Se a alternativa falar em retirada automática do bebê apenas pelo uso de drogas na gestação, a tendência é estar errada quando a base normativa prioriza preservação do vínculo e avaliação individualizada.
  • Quando a diretriz menciona cuidado diferenciado e articulação em rede, isso não equivale a exigir, para todos os casos, acompanhamento apenas em alta complexidade.
  • Desconfie de assertivas que descrevem como regra clínica geral um desfecho neonatal grave sem base normativa ou clínica mínima expressa no material.

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