Os fluoretos desempenham papel central na prevenção da cári...
()A utilização de fluoretos em bochechos diários está contraindicada para adolescentes devido ao risco de interferência na calcificação dos dentes permanentes e ao aumento da reabsorção radicular.
()A fluoretação das águas de abastecimento público é uma medida coletiva consagrada por sua eficácia na redução da cárie dentária, sendo considerada segura e custo-efetiva.
()A fluorose dentária ocorre exclusivamente quando há ingestão de altas doses de fluoreto em idade adulta, especialmente por meio de suplementos em cápsulas e enxaguantes bucais.
()A aplicação tópica profissional de fluoretos em gel ou verniz é indicada para indivíduos com alto risco de cárie, como aqueles com hipossalivação ou histórico de múltiplas lesões cavitadas.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Gabarito comentado
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Tema central: uso de fluoretos na prevenção da cárie (remineralização, efeito antibacteriano e aumento da resistência ácida), com foco em segurança e indicações clínicas.
Sequência correta: B — F, V, F, V
1) Falsa. Bochechos com flúor não são contraindicados para adolescentes. Protocolos diários (NaF 0,05%) ou semanais (NaF 0,2%) são seguros e eficazes quando usados sem deglutição. Não há evidência de “interferência na calcificação” nem de aumento de reabsorção radicular. Contraindicação relativa ocorre em crianças pequenas (geralmente <6 anos) pelo risco de ingestão. Evidências: Cochrane (Marinho, 2016) demonstra redução significativa de cárie; recomendações de ADA/AAPD e OMS/CDC apoiam o uso supervisionado em escolares.
2) Verdadeira. Fluoretação das águas é medida coletiva segura e custo-efetiva, reduzindo cárie em populações inteiras (reduções médias em torno de 25%). Amplamente endossada por OMS e CDC; no Brasil, é política pública consolidada (MS). Concentrações são ajustadas ao clima e monitoradas para segurança.
3) Falsa. Fluorose dentária resulta de exposição crônica excessiva durante a formação do esmalte (primeira infância), não “exclusivamente” na vida adulta. Principais fontes: água com flúor acima do ideal e ingestão de creme dental por crianças. Adultos não desenvolvem fluorose de novo; uso correto de enxaguantes não causa fluorose. Diretrizes: OMS, ADA/AAPD, Ministério da Saúde.
4) Verdadeira. Aplicação tópica profissional (verniz NaF 5% – 22.600 ppm; gel APF 1,23%) é indicada em alto risco de cárie (hipossalivação por medicamentos/radioterapia/Sjögren, histórico de múltiplas lesões, cárie ativa). Protocolos de 2–4 aplicações/ano reduzem progressão e promovem remineralização. Referências: ADA (guidelines de manejo do risco), AAPD, MS.
Por que a alternativa B é a correta? Porque apenas os itens 2 e 4 estão em consonância com as diretrizes e evidências atuais; 1 e 3 trazem afirmações absolutas e conceitos não suportados (risco sistêmico em adolescentes; fluorose em adultos).
Análise das alternativas incorretas
- A (V, V, V, V): erra ao considerar 1 e 3 como verdadeiras.
- C (F, F, V, V): erra ao considerar 2 falsa; fluoretação é segura e custo-efetiva.
- D (V, F, F, F): erra em 1 (não é V) e em 4 (é V).
Estrategia de prova: desconfie de termos absolutivos como “exclusivamente” e “contraindicada”; lembre que fluorose é um distúrbio de amelogênese na infância e que medidas coletivas (água fluoretada) têm robusto respaldo de OMS/CDC/MS. Bochechos são seguros em adolescentes quando não ingeridos; aplicações profissionais são reservadas a quem tem maior risco.
Referências-chave: OMS – Water fluoridation position; CDC – Community Water Fluoridation; ADA/AAPD – Fluoride Therapy Guidelines; Cochrane Review (Fluoride mouthrinses); Ministério da Saúde – Diretrizes para o uso de fluoretos na Atenção Básica.
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