A gestão do absenteísmo tem se tornado cada vez mais estrat...
Sobre a gestão do absenteísmo, avalie as afirmativas a seguir.
I. Estudo longitudinal com servidores públicos federais identificou que programas de retorno gradativo ao trabalho após afastamentos por transtornos mentais comuns reduzem em 60% a probabilidade de recidiva e novos afastamentos, sendo mais eficazes que o retorno integral imediato.
II. Pesquisa com trabalhadores do setor industrial demonstrou que a implementação de políticas de desconexão digital fora do horário de trabalho está associada à redução significativa do presenteísmo e do absenteísmo por exaustão, justificando sua adoção como estratégia preventiva.
III. Análise de dados do setor bancário revelou que a exigência de atestado médico para todas as ausências, independentemente da duração, é a medida mais custo-efetiva para redução do absenteísmo, com retorno sobre investimento comprovado superior a outras intervenções.
Está correto o que se afirma em
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I — Correta: Retorno gradativo ao trabalho reduz recidiva de afastamentos por transtornos mentais comuns
- Intervenções de retorno progressivo (phased return to work) após episódios de ansiedade, depressão ou estresse crônico são mais eficazes que retorno abrupto.
- Evidências apontam que esse modelo reduz risco de novas licenças, melhora adaptação e reduz sobrecarga.
- O percentual específico (60%) pode variar, mas o sentido geral da afirmativa está alinhado com a literatura sobre reintegração saudável.
→ Portanto, a afirmativa I é verdadeira.
II — Correta: Políticas de desconexão digital reduzem exaustão, presenteísmo e absenteísmo por sobrecarga
- Pesquisas brasileiras e internacionais mostram efeitos positivos do “direito à desconexão”, especialmente após a expansão do teletrabalho.
- A desconexão fora do expediente melhora recuperação psicofisiológica, reduz burnout digital e previne absenteísmo por exaustão.
- Também reduz presenteísmo (trabalhar sem condições), fenômeno crucial na saúde ocupacional.
→ Portanto, a afirmativa II é verdadeira.
III — Incorreta: Exigir atestado para toda ausência NÃO é a estratégia mais custo‑efetiva
Não existe evidência que sustente que a exigência irrestrita de atestados diminui absenteísmo.
Pelo contrário, pode gerar:
- aumento de presenteísmo (trabalhador doente comparece para evitar burocracia);
- aumento de custos indiretos, como erros, queda de produtividade e agravamento de quadros clínicos;
- percepção negativa e piora do clima organizacional.
Medidas realmente efetivas envolvem:
- melhoria de liderança,
- gestão de riscos psicossociais,
- saúde mental,
- flexibilidade,
- acompanhamento de casos complexos.
→ Logo, a afirmativa III é falsa.
Gabarito Final: B — I e II, apenas.
Gabarito: Letra B
Essa questão da FGV exige bastante interpretação e um conhecimento mais aprofundado sobre as tendências de saúde ocupacional. A banca fugiu do decoreba clássico e cobrou conceitos reais de Gestão Estratégica de Pessoas.
Vamos destrinchar os itens para não errar mais:
- I - Correta: A afirmativa fala sobre o retorno gradativo após afastamentos por problemas de saúde mental (como ansiedade e depressão). Faz total sentido: jogar o servidor de volta a uma carga horária de 100% de uma vez só pode causar uma recaída (recidiva). Um retorno em fases (começando com meio período, por exemplo) garante uma readaptação mais suave e evita novos afastamentos.
- II - Correta: Aqui o foco é a desconexão digital (o famoso "direito de não responder e-mails ou WhatsApp fora do expediente"). No mundo pós-pandemia e com o teletrabalho, a exaustão digital virou um problema grave. Políticas que garantem o descanso real reduzem tanto o absenteísmo (faltas) quanto o presenteísmo (quando a pessoa vai trabalhar doente ou exausta, sem render nada).
- III - Incorreta: Essa é a típica "casca de banana". A FGV afirma que exigir atestado médico para toda e qualquer ausência é a medida mais barata e eficaz. Falso. Na prática moderna de RH, essa medida burocratiza demais a gestão, piora o clima organizacional (gera desconfiança) e não trata a causa raiz do problema. Além disso, força o trabalhador que está com uma indisposição leve a ir para o pronto-socorro apenas para pegar um papel, o que aumenta o risco do presenteísmo (ele acaba indo trabalhar doente para não ter o desconto ou evitar o trabalho de ir ao hospital).
[ BIZU PARA O CADERNO DE RESUMOS ]
- Absenteísmo: São as faltas e atrasos do funcionário. (Ele não está de corpo presente).
- Presenteísmo: O funcionário está lá fisicamente, mas a cabeça não está (está doente, exausto, com problemas pessoais). Ele não produz.
- Gestão Moderna do Absenteísmo: Foca na prevenção (bem-estar, saúde mental, clima) e não apenas no controle burocrático de atestados.
A repetição exaustiva constrói a aprovação. Em tudo dai graças e foco no Diário Oficial!
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