O desafio de projetar um novo anticorpo pode ser reduzido à ...
Segundo Fischman e Ofran (2018), na interface anticorpo-antígeno, estudos identificaram uma prevalência dos aminoácidos
Gabarito comentado
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Tema central: composição de aminoácidos na interface anticorpo–antígeno e como esse “fingerprint” orienta o design racional de bibliotecas (p. ex., phage display) para obter novas afinidades/especificidades.
Alternativa correta: A
Justificativa: Estudos estruturais de interfaces parátopo–epítopo mostram enriquecimento de aromáticos (Tyr, Trp) que estabilizam o contato por empilhamento π, contatos hidrofóbicos e, no caso de Tyr, por H-bonds; polares (Ser, Thr, Asn) que formam pontes de hidrogênio específicas; carregados (Asp, Arg) que participam de pontes salinas e redes de H-bonds; e Gly, que confere flexibilidade às CDRs para acomodar o antígeno. Esse padrão é descrito por revisões de bioinformática/estruturas como Fischman & Ofran (2018), além de análises clássicas de parátopos que apontam enriquecimento de Tyr/Trp e resíduos polares nas CDRs.
Por que as outras alternativas estão incorretas?
B) Ala, Cys, Glu, Phe e Val: Ala/Val são alifáticos hidrofóbicos pouco enriquecidos no parátopo; Cys é raro em CDRs (evita formação indesejada de pontes dissulfeto); Glu é menos frequente que Asp nas interfaces; Phe ocorre, mas é menos prevalente/versátil que Tyr/Trp por formar menos H-bonds.
C) Ile e Lys: Ile é alifático volumoso, geralmente subenriquecido em interfaces de reconhecimento fino; Lys aparece, mas Arg é preferido por formar mais interações (guanidínio), sendo o padrão visto por Fischman & Ofran.
D) Met, Pro, Gln, Ile, Lys, His e Leu: Met/Leu/Ile (alifáticos) não predominam em parátopos; Pro limita conformação das CDRs; Gln é menos representado que Asn nas redes de H-bonds; His pode contribuir em pH específico, mas não é um protagonista de prevalência.
E) His e Leu: reduzida e não condiz com o perfil multiclasse (aromático + polar + carregado + flexível) típico das interfaces de anticorpos.
Estratégia de prova: ao ver questões sobre parátopos, procure por: (1) aromáticos (Tyr/Trp); (2) polares H-bond (Ser/Thr/Asn); (3) um par de cargas (Asp/Arg); (4) Gly para maleabilidade. Desconfie de listas dominadas por alifáticos (Leu, Ile, Val) ou Cys.
Aplicação prática (biotecnologia clínica): no design de bibliotecas dirigidas para anticorpos terapêuticos/diagnósticos, privilegiar essas classes aumenta a chance de obter clones com boa afinidade e especificidade, reduzindo o tamanho da biblioteca sem perder diversidade funcional (ver Fischman & Ofran, 2018; revisões de engenharia de anticorpos em bancos estruturais como PDB/IMGT).
Referência essencial: Fischman S, Ofran Y. 2018. Revisão/estudos de interfaces anticorpo–antígeno demonstrando enriquecimento de Tyr, Trp, Ser, Asn, Asp, Thr, Arg e Gly nas CDRs.
Gabarito: A
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