A Tuberculose (TB) é uma doença infecciosa e contagiosa, ca...
I. Pacientes adultos que procurem o serviço de saúde por apresentarem queixas respiratórias ou, informarem ter tosse e expectoração há três semanas ou mais.
II. Pacientes que apresentem alterações pulmonares na radiografia de tórax.
III. O exame radiológico apresentar imagens sugestivas de pneumopatias não tuberculosas (infecções bacterianas, micoses, abcessos ou neoplasias).
IV. Contatos de casos de tuberculose pulmonar bacilíferos que apresentem queixas respiratórias.
São corretas as alternativas:
Gabarito comentado
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Tema central: Indicações para solicitar a baciloscopia direta do escarro na suspeita de tuberculose pulmonar (TB). A baciloscopia é método simples, de baixo custo e identifica os casos mais infectantes, com sensibilidade aproximada de 60–80% quando bem executada. Diretrizes: Ministério da Saúde (MS) e OMS.
Gabarito: B — I, II e IV.
Justificativa da alternativa correta
- I. Adultos com sintomas respiratórios, especialmente tosse com/sem expectoração ≥3 semanas, são “sintomáticos respiratórios” e devem coletar escarro para baciloscopia. Isso alinha-se ao MS: triagem ativa de tosse prolongada em adultos.
- II. Alterações pulmonares na radiografia que possam ser compatíveis com TB (infiltrados/apicoposteriores, cavitações, adenopatias) são indicação de investigação bacteriológica (baciloscopia, e idealmente TRM-TB/Xpert).
- IV. Contatos de caso bacilífero com queixas respiratórias devem realizar baciloscopia, pois têm maior probabilidade de doença ativa e de transmissibilidade.
Por que as demais alternativas estão incorretas?
- III. Quando a radiografia é suggestiva de pneumopatias não tuberculosas (ex.: pneumonia bacteriana típica lobar, abscesso claro, neoplasia típica), não é indicação “sempre” de baciloscopia. Investiga-se TB quando há suspeita clínica/radiológica para TB; se a imagem afasta TB, a coleta de escarro não é mandatória. A pegadinha é o termo “não tuberculosas”, que exclui a hipótese principal.
- A (I, II, III): inclui o item III, que não é indicação rotineira.
- C (I, III, IV): novamente incorpora o III indevidamente e omite o II, que é indicação clássica.
- D (I, II, III, IV): incorreta por incluir o III.
Estratégia de prova: Identifique palavras-chave: “tosse ≥3 semanas”, “alterações radiográficas compatíveis”, “contato bacilífero sintomático”. Desconfie de afirmações absolutas que indiquem baciloscopia quando a própria alternativa diz que as imagens são “não tuberculosas”.
Complemento prático: Sintomas de TB: tosse crônica, febre vespertina, sudorese noturna, emagrecimento. Exames: baciloscopia (duas amostras), TRM-TB/Xpert como teste inicial preferencial quando disponível (MS/OMS), cultura e teste de sensibilidade, radiografia. A baciloscopia permanece crucial para avaliar infectividade e monitorar tratamento.
Referências: Ministério da Saúde – Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose; OMS – Consolidated guidelines on TB; Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate.
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