Pode-se afirmar, com base no modo como o autor argumenta, qu...
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Gabarito comentado
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Comentário do Gabarito – Interpretação de Texto | Tema: Norma Culta, Variação Linguística e Purismo
Tema central: Interpretação de texto, com foco em variação linguística, crítica ao purismo linguístico e compreensão de expressões idiomáticas. A habilidade cobrada é compreender e analisar a intenção do autor em relação ao uso e julgamento das formas linguísticas.
Alternativa correta: B) critica a visão purista sobre a língua de especialistas e não especialistas.
Justificativa: O autor utiliza exemplos como “correr atrás do prejuízo”, “preferir a”, “marcar sob pressão” para demonstrar como algumas pessoas — tanto leigos quanto especialistas — tentam corrigir ou condenar determinadas expressões com base em regras antigas e numa visão rígida da norma culta. O texto mostra que muitas dessas expressões são idiomáticas, amplamente aceitas entre falantes cultos, e que a língua está sempre mudando. O autor questiona essa postura purista, defendendo uma visão mais flexível e atualizada, conforme orientam referências como Evanildo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa), ao reconhecer a legitimidade de variações e usos consagrados pelo costume.
Análise das alternativas incorretas:
A) Aconselha os usuários da língua a não utilizarem determinadas expressões idiomáticas: Incorreta. O texto é justamente uma defesa do uso de expressões idiomáticas e demonstra que sua censura é fruto de visão ultrapassada.
C) Defende a variedade culta em detrimento de outras variedades: Incorreta. O autor valoriza a pluralidade dos usos linguísticos, mostrando que muitas expressões consideradas “fora da norma” são, na verdade, comuns entre cultos.
D) Nega a invariabilidade de todas as línguas: Incorreta. O texto não trata de invariabilidade de línguas em geral, mas da dinamicidade e flexibilidade do português diante do policiamento gramatical.
Importante para provas: observe sempre expressões que indicam opinião (“não é verdade”, “estranho é que...”, "deve ser..."), além de exemplos usados para fundamentar críticas ou elogios.
Conclusão: O texto critica o purismo linguístico e promove a aceitação das variações da língua portuguesa, inclusive entre falantes cultos. Saber interpretar a posição do autor diante das normas é fundamental em provas de interpretação!
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Comentários
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b)
critica a visão purista sobre a língua de especialistas e não especialistas.
Que texto chato !!! Letra B
texto truncado, ruim de ler.
Não li um texto bom desta banca até agora!
analisando cada alternativa:
a) em nenhum trecho escrito, o autor desaconselha o uso de idiomatismo. O que ele comentou, acerca dessas expressões, foi: "Comentou outras expressões (como “marcar sob pressão”), que podem cansar, mas não veiculam doutrinas erradas.". Sendo assim, o que o autor disse a respeio do idiomatismo foi que eles podem ser cansativos e não necessariamene implicam em erros linguísticos;
b) para justificar a segunda assertiva, pode-se embasar, no seguinte trecho, não contínuo: "Tostão é obviamente uma pessoa culta... . (Isso não significa que não se pode ou não se deve empregar a forma tradicional";
c) o autor deixou claro na sua conclusão: "Não quero dizer que a escrita de Ferreira Gullar (“que preferem abrir o jogo do que pagar a culpa…”) (pelo contrário: este é seu lado bom)". O autor disse que a escrita de Gullar era contra a norma culta, devido o não emprego correto de regência do verbo preferir (quem prefere, prefiro isso a aquilo); só que, ele também não recriminou o uso tradicional da língua, escrever como se fala;
d) o texto é exatamente ao contrário o que diz nessa alternativa. O texto mostra que há variabilidade na língua portuguesa, a versão culta e a versão tradicional. Ambas são, segundo o autor, recomendadas, mas penas uma é aprendida (e pouco usada no dia a dia)
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