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Q1245515 Medicina
Mulher, 42 anos, sangramento intermitente há cerca de 6 meses, comparece à consulta ginecológica para investigação. À colposcopia, apresenta lesão acetobranca no colo uterino. Não se evidenciaram lesões vaginais. Ao toque retal, observou-se útero de volume normal e paramétrios sem anormalidades. A biópsia excisional por cirurgia de alta frequência revelou carcinoma escamoso com invasão estromal de 7mm de profundidade. Qual o tratamento mais provável para essa paciente?
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O dado que decide a questão é a invasão estromal de 7 mm: profundidade maior que 5 mm afasta o manejo conservador típico do microinvasor IA1 e indica doença invasora inicial do colo, ainda operável porque não há alteração parametrial nem lesão vaginal descrita; nesse cenário, a conduta clássica é histerectomia radical, sem anexectomia de rotina no carcinoma escamoso cervical.

Tema central: Câncer cervical inicial
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é a que combina a radicalidade oncológica exigida por um carcinoma escamoso cervical com invasão estromal de 7 mm e a preservação ovariana habitualmente aceitável nesse subtipo. Como a doença é inicial e clinicamente operável, a histerectomia radical corresponde ao tratamento esperado. A retirada dos anexos não é componente obrigatório de rotina no carcinoma escamoso do colo em mulher de 42 anos.
B
Errada
O erro decisivo é incluir anexectomia como se fosse obrigatória. No carcinoma escamoso do colo uterino, a preservação ovariana é usualmente possível, especialmente em mulher pré-menopausa, e a base não sustenta retirada rotineira dos anexos. A questão pede o tratamento mais provável, e a anexectomia torna a alternativa inadequada.
C
Errada
Histerectomia vaginal é cirurgia simples e não oferece a radicalidade necessária para câncer invasor do colo com 7 mm de invasão estromal. Essa alternativa falha por não abordar adequadamente os tecidos paracervicais/parametriais, exigidos no tratamento cirúrgico radical da doença invasora inicial.
D
Errada
Radioterapia pélvica não é o tratamento mais provável neste enunciado porque os achados descrevem doença inicial operável: paramétrios sem anormalidades e ausência de lesão vaginal. Nessa situação, a abordagem clássica é cirúrgica, não radioterápica primária.
E
Errada
Conduta conservadora é incompatível com invasão estromal de 7 mm. A profundidade maior que 5 mm afasta o manejo típico das lesões microinvasoras muito iniciais e torna inadequada qualquer opção preservadora como resposta padrão, ainda mais sem menção de desejo reprodutivo.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: tratar 7 mm de invasão como se ainda fosse caso conservador/microinvasor e supor que toda cirurgia oncológica ginecológica exige anexectomia.
Dica para questões semelhantes
  • Em câncer do colo, a profundidade de invasão estromal pode definir a mudança de uma conduta conservadora para tratamento radical.
  • Se o enunciado mostra doença inicial sem acometimento parametrial clínico, pense primeiro em operabilidade antes de marcar radioterapia.
  • No carcinoma escamoso cervical, não presuma anexectomia obrigatória sem dado específico que a justifique.

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Comentários

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A resposta correta para o caso descrito é a alternativa A - Histerectomia radical sem anexectomia. Isso porque a paciente apresenta um carcinoma escamoso com invasão estromal de 7mm de profundidade no colo uterino, o que indica um estágio avançado do câncer. Nesses casos, a histerectomia radical é o tratamento mais comum e eficaz, que consiste na remoção do útero, colo do útero, tecidos ao redor e algumas vezes, linfonodos próximos. A anexectomia não é necessária nesse caso, pois não há indícios de invasão do câncer nos ovários ou nas trompas de Falópio. É importante ressaltar que o tratamento deve ser estabelecido individualmente para cada paciente, de acordo com o estágio e a extensão do câncer.

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